Após a grave crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 completar um ano no Brasil, diversos hospitais enfrentam uma nova batalha. Desta vez, o inimigo não é apenas o vírus, mas também a falta de medicamentos para ajudar a tratá-lo. Com o agravamento do quadro respiratório, provocado pela ação do Coronavírus, alguns pacientes precisam ser internados para utilizarem oxigênio.
Aí é que o problema aumenta, porque faltam medicamentos que fazem parte do processo. Caso o paciente precise ser intubado, ele só poderá ser submetido ao procedimento se estiver sedado.
Em Sant’Ana do Livramento, a Santa Casa de Misericórdia ainda não passa por isso, mas já existe uma preocupação por parte dos responsáveis. “São sedativos que são imprescindíveis para se manter alguém intubado. A gente tem conseguido se manter com esse suprimento, mas a ameaça é real, que a gente fique na falta desses medicamentos”, disse Leda Marisa dos Santos, gestora do hospital.

Segundo Leda, além da escassez de recursos para adquirir os suprimentos por parte do hospital, as indústrias também enfrentam problemas para entregar os medicamentos devido à alta demanda. Questionada sobre a possibilidade de buscar ajuda do lado uruguaio da fronteira, Leda disse que as autoridades riverenses sempre se mostraram muito generosas, mas não pode haver uma dependência por parte da Santa Casa, bem como esse pedido de colaboração implica em questões diplomáticas e carece da participação do Governo do Estado.
Quanto à falta de oxigênio, como ocorreu no Amazonas há pouco tempo, Leda afirmou que, por enquanto, não há risco de desabastecimento. Outro ponto são as limitações físicas do sanatório que, com a ajuda de doações da comunidade, vão sendo sanadas. Recentemente diversos empresários e entidades realizaram a entrega de respiradores, monitores, camas e até quantias em dinheiro para a ampliação da oferta de leitos no hospital.