Segundo o serviço de inspeção municipal o trabalho desenvolvido pelos pequenos empresários do município se torna uma referência para todo o país
Se, por um lado Sant’Ana do Livramento possui carência de grandes industrias, por outro, as pequenas agroindústrias familiares, na sua maioria, têm se destacado cada vez mais pela excelência de seus produtos e a qualidade de trabalho apresentado. Atualmente, o município possui 73 empresas cadastradas no Serviço de Inspeção Municipal que trabalham com vários tipos de produtos, vão desde charque, linguiças caseiras, embutidos, empanados, queijo, mel, leite, contando inclusive com fábrica de laticínios e dois frigoríficos.
Todas essas empresas registradas passam por um rigoroso controle de qualidade, que é feito pelos responsáveis técnicos destas mesmas empresas e pelos técnicos do Serviço de Inspeção Municipal, órgão que tem se destacado no estado e no país pelo qualidade do trabalho realizado na orientação e controle dessas atividades no município.
A maioria dessas empresas são unidades de beneficiamento de produtos cárneos e movimentam a economia nos bairros, além de gerar muitos empregos diretos e indiretos em Livramento. Além disso, já existem também estudos para a implementação de mais duas empresa, uma no ramo de laticínios e outra avícola. Como explica o chefe do SIM, Ariel Duarte Lima.” A gente tem um grande potencial aqui no município dentro dessa área de produtos de origem animal a ser desenvolvido ainda. Com esses dados que a gente possui, nós podemos afirmar que Sant’Ana do Livramento talvez seja o município que mais tem registros de agroindústrias dentro do serviço oficial do Brasil. Com um potencial imenso para crescer mais ainda. Dentro dos contatos que nós temos com o Ministério da Agricultura, que inclusive no mês de Dezembro passado esteve aqui, para uma auditoria no SIM, os auditores se admiraram com o número de registros que a gente tem. Temos produtos de extrema qualidade, dentro das normas vigentes de controle sanitário embora a gente tenho potencial para produzir bem mais e expandir os negócios. Temos, por exemplo, a questão de um frigorífico de abate de ovinos que hoje está autorizado a vender o seu produto para todo o país. Então, nós incentivamos todas as pessoas que têm interesse em registrar o seu produto e se formalizar que nos procure para tirar as suas dúvidas” disse Ariel.
À moda antiga, mas de olho no futuro
Dentro das agroindústrias do município que geram emprego e renda, está a empresa da família Har que possui história e tradição na fabricação de linguiças caseiras. “Seu” Loacir Har , sempre com sorriso no rosto ao atender a clientela conta que ainda quando morava em campanha apreendeu o modo tradicional de fazer linguiça e hoje já faz 15 anos que trabalha profissionalmente neste atividade.“Desde a década de 70 trabalho com comércio. Desde essa época aprendi a fazer linguiça quando ainda morava lá no Rincão da Bolsa, minha mãe que me ensinou a temperar deixar ela no ponto. Com o passar do tempo, sempre trabalhando assim, a gente começou a vender algo, mas já faz 15 anos que trabalho profissionalmente com linguiça. Nesse tempo a gente procurou se atualizar e sempre buscando melhorar o trabalho fomos investindo também em maquinário e buscamos a regulamentação também que é muito importante. Hoje estou prestes a completar 77 anos, mas apreendi mesmo a fazer foi no meu tempo de guri. A nossa empresa não é grande mas a gente produz bastante” contou.
Hoje a empresa conta com dois funcionários, além de “seu” Loacir e o filho Alex, com uma capacidade de produção de até 1.200 kg de linguiça por semana.

(Foto: Matias Moura/AP)


(Foto: Matias Moura/AP)


(Foto: Matias Moura/AP)
Matias Moura – [email protected]