qui, 3 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

Adoção, um ato de amor.

Juíza Carine Labres fala sobre o processo de Adoção

Sobre a adoção e tempo de espera:

O processo de adoção em si requer que o casal venha até o Juizado da Infância e Juventude, localizado na 3ª Vara Cível de Santana do Livramento. É fornecido ao casal um formulário, esse formulário é padronizado pelo Conselho Nacional de Justiça, e nesse formulário o casal vai manifestar o interesse de qual perfil de criança ele pretende que venha a ser seu filho. Então ele tem o questionamento de qual a idade da criança que pretende adotar, se quer adotar recém-nascido, criança de tenra idade, adolescentes ou crianças com faixa etária mais tardia.

O que vai definir tempo de espera desse casal em relação ao tão sonhado filho ou filha é a forma como ele preenche esse formulário para adoção, quanto mais restrições eles colocarem em relação a criança ou adolescente que pretendem assumir como filho, maior será esse tempo de espera para a tão sonhada maternidade ou paternidade.

O que acontece aqui na comarca de Livramento, é muito comum os casais preencherem o formulário e pedirem que o seu pretendido filho venha a ser uma criança ou adolescente de cor branca. Quando aqui na nossa própria região a cor branca não é a regra geral. A regra geral aqui é a cor parda. Esse pequeno detalhe faz toda a diferença no tempo de espera desse tão sonhado filho ou filha.

Orientação da juíza:

A orientação que eu dou como juíza para aqueles que estão interessados em adotar é que preencham o quanto antes o formulário de adoção, para iniciar o processo de habilitação à adoção, e que coloquem o menos possível restrições a esse tão sonhado filho ou filha, porque aí sim esse sonho se realiza o quanto antes.

Como funciona o processo:

O casal pode comparecer ao juizado da infância, pedir o formulário para o escrivão, leva-lo para casa e discutir entre a família como vai ser o preenchimento, com toda tranquilidade e segurança necessária. Eu recomendo inclusive que conversem com um advogado, busquem orientação jurídica, porque realmente o preenchimento desse formulário é o segredo do tempo de espera para adoção. Uma vez preenchido o formulário, é feito um processo e é determinado que o casal se submeta a uma avaliação psicológica e uma avaliação social.

A avaliação psicológica é a mais importante, que é um estudo necessário para que o casal demonstre que tem maturidade suficiente para começar a criação de um filho ou filha. A avaliação social é necessária para demonstrar o tipo de vida, tipo de família que esse casal possui. Lembrando que é extremamente comum que pessoas sozinhas venham a adotar, não há problema nenhum ou restrição quanto a isso. Assim como não há restrição quanto à idade do casal que pretende adotar. Apenas a lei exige que haja uma diferença de 16 anos, entre o casal adotante ou pessoa e o filho que venha a ser adotado.

Se o casal for considerado apto a adoção, ele passa a ser inserido no Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Como é feita a escolha da criança?

Quando no juizado da infância aparece uma criança apta a ser adotada, nós vamos para o site do Conselho Nacional da Justiça e colocamos o perfil da criança. O perfil da criança “puxa” quais são os casais que fecham com suas características, por isso que é extremamente importante o preenchimento desse formulário.

Entre aqueles casais que estiverem na listagem, a prioridade de consulta são os que residem em Santana do livramento. O primeiro casal vai ser noticiado da existência de uma criança com tais características, e eles serão convidados a conhecer essa criança. Essa apresentação ocorre dentro da instituição de acolhimento, normalmente são crianças acolhidas institucionalmente. Lá é feito o primeiro encontro com a criança e o casal pode despertar a empatia da criança, como pode não acontecer. Se isso acontecer entre o casal e a criança, e principalmente entre a criança e o casal, a depender da idade dela, nós iniciamos o estágio de convivência e é aberto um novo processo, o que se chamamos de adoção. O estágio de convivência é justamente para que a criança se integre naquela unidade familiar, que eles venham a receber a orientação social da assistente social e vamos avaliar se durante esse período eles demonstraram maturidade suficiente para poder assumir aquele filho e se a criança também os reconhece como referencial de vida. Se isso está demonstrado, a adoção é perfectibilizada ao final do estágio de convivência.

Uma vez perfectibilizada a doção, sai uma nova certidão de nascimento daquela criança onde a filiação biológica é rompida pelo vinculo de adoção.

Existe preconceito?

Acho que o preconceito maior que eu vislumbro aqui como juíza da infância e juventude é o preconceito da adoção de crianças e adolescentes com idade tardia, o que chamamos de adoção tardia. Porque aquelas crianças que atingem a faixa etária de 8 anos, têm uma perspectiva de serem adotadas muito baixa.

Então se essa reportagem puder levar uma mensagem aos casais de livramento que pretendem adotar, eu pediria, que eles repensassem e se conscientizassem de que essas crianças com idade tardia elas estão tão aptas a doção quanto as crianças menores e trazer esses pequenos para dentro do seu seio familiar é dar para eles além de um voto de confiança, o que eles mais pedem na vida, o amor, sentir-se amado por alguém. casino online brasil

Outra questão de difícil colocação em adoção são crianças de grupos de irmãos numerosos. A legislação, o estatuto da criança e do adolescente determina que o juiz de prioridade para que o grupo de irmãos permaneça unido, porque esses irmãos tem um laço afetivo muito intenso entre eles.

Considerações finais e panorama geral da situação do processo de adoção em Santana do Livramento:

É com orgulho que me dirijo à comunidade para informar que nós não temos crianças aguardando para serem adotadas. Nós conseguimos esse dado, importantíssimo, graças a um trabalho conjunto entre poder judiciário e ministério público.

Desde o meu ingresso aqui na vara, em dezembro de 2013, nós totalizamos 20 adoções até o dia de hoje e atualmente 11 crianças em estágio de convivência. Hoje temos 20 casais e uma pessoa solteira habilitados para adotar além de 12 processos de habilitação em adoção em andamento, o que demonstra que as pessoas não estão procurando a adoção.

Apadrinhamento afetivo

É um programa da corregedoria geral do tribunal gaúcho e ele enfoca justamente as crianças com baixo perfil de adoção. Aquelas crianças com dificuldade de serem inseridas numa família adotiva, elas participam desse programa, porque a gente entende que só a convivência diária, o olho-no-olho, o abraço, o afeto manifestado diariamente é possível de romper essa barreira do preconceito no que tange a adoção tardia, então o apadrinhamento afetivo sim, possibilita uma posterior adoção pelos padrinhos e madrinhas afetivas em relação ao seu afilhado. É a maneira que o tribunal gaúcho de dar a esses menores de faixa etária mais avançada de conseguirem serem inseridos em uma família, se sentirem amados.

Juíza Carine Labres. Foto: Marcelo Pinto/AP

Allanamiento e incautación de droga en Rivera

En la jornada de este miércoles 2 de abril tras un trabajo de inteligencia policial llevado adelante por parte de la Dirección de Investigaciones de la Jefatura de Policía de Rivera con apoyo de la Dirección de Investigaciones de la Policía Nacional (DIPN) Regional Norte y el Grupos de Reserva Táctica (GRT), en el constate combate al micro tráfico de

Deputado Afonso Hamm apresenta projeto para garantir o funcionamento das Usina Termelétrica de Candiota e Transição Energética Justa

Um novo projeto de lei (PL) 1371/2015, de autoria do deputado federal Afonso Hamm, foi apresentado nesta semana na Câmara dos Deputados. A proposta altera a Lei nº 10.848/2004, visando assegurar a Transição Energética Justa e a sobrevivência socioeconômica das regiões carboníferas do Sul do Brasil, além de fortalecer a segurança energética do setor elétrico brasileiro (SEB). O PL 1371/1025