qua, 2 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

Resumo de terça-feira – 01/04/2025

Foto: Cedida

Edição de Chico Bruno

 

Manchetes dos jornais

 

CORREIO BRAZILIENSE – Feminicídio, a barbárie que precisa de um basta

 

FOLHA DE S. PAULO – Mercados globais de ações caem à espera do tarifaço de Trump

 

O GLOBO – Tarifas ‘olho por olho’ de Trump afetam mercado de ações nos EUA

 

Valor Econômico – EUA acusam Brasil de tarifa alta e imprevisibilidade

 

O ESTADO DE S. PAULO – Depois do BRB, BTG pode comprar fatia do Banco Master

 

Destaques de primeiras páginas e fatos mais importantes

 

Tragédia nacional – Em menos de 72 horas, o Distrito Federal registrou dois assassinatos de mulheres, ambos cometidos a facadas, por seus companheiros. Maria José Ferreira dos Santos, 31, foi morta na madrugada de ontem pelo marido, Neilton Soares, 42, em casa, no Recanto das Emas. Uma das filhas do casal, de 11 anos, presenciou o ataque covarde. Neilton se entregou à polícia após tentar fugir. Dois dias antes, na Fercal, Dayane Carvalho, 34 anos, morreu pelas mãos de Jovercino Oliveira, 39, que tirou a própria vida após o crime. Em artigo para o Correio, Cristina Tubino, especialista em direito da mulher e gênero, afirma que é necessário que se denuncie qualquer tipo de violência sofrida. “É comum que as agressões se iniciem com atos considerados mais brandos, como violência psicológica, afastar a mulher do seu núcleo de apoio, fazer críticas aos amigos, estabelecer normas de vestimenta. Isso pode escalar para uma violência moral, chegando à física, que pode chegar a um ato extremo, como o feminicídio”. Com esses dois casos, o DF chega a seis feminicídios em 2025.

 

Tragédia trumpista – dólar caiu 0,93% nesta segunda-feira (31) e engatou a semana cotado a R$ 5,707, às vésperas do anúncio das tarifas recíprocas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tarifaço deve ser anunciado na quarta-feira, 2 de abril —o apelidado “dia da libertação”. A expectativa pela política comercial do republicano tem ditado o humor dos mercados globais desde o início do ano, e a moeda norte-americana tem se enfraquecido em meio a temores de que a guerra comercial possa empurrar a economia dos EUA para uma recessão. Só em relação ao real, o dólar caiu 7,63% neste primeiro trimestre e 3,51% em março. Já a Bolsa subiu 8,3% desde o início do ano, se beneficiando da percepção de que o Brasil poderá ganhar espaço no comércio internacional em meio à guerra de tarifas. No mês, acumulou ganhos de 6,07%. Nesta segunda, porém, o Ibovespa registrou forte queda de 1,24%, a 130.259 pontos, acompanhando mau humor global diante do tarifaço. O governo Donald Trump apontou o Brasil como um país que impõe tarifas de importação relativamente altas a uma vasta gama de setores. “A falta de previsibilidade sobre os níveis das tarifas torna difícil para os exportadores americanos preverem os custos de fazer negócios no Brasil”, diz o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA). O documento analisa os maiores mercados de exportação para os Estados Unidos, abrangendo cerca de 60 parceiros comerciais e deve subsidiar a decisão do republicano.

 

Negociação enrolada – Apesar do anúncio de compra do Banco Master pelo BRB, pessoas envolvidas na negociação não descartam que o BTG Pactual ainda possa entrar no negócio. O banco, que é liderado por André Esteves, chegou a analisar os ativos do Master, mas não levou a oferta adiante. Procurados, o BTG e o Master não se manifestaram. Quem acompanha de perto o desenho do negócio diz que carteira de precatórios (dívidas judiciais do governo) do Master ainda pode interessar ao BTG Pactual, pois esse era o interesse central de Esteves ao analisar as contas do Master. O BTG é um banco que atua fortemente nesse segmento. O Master detinha R$ 6,93 bilhões de precatórios federais, R$ 94,5 milhões de precatórios estaduais e R$ 58 milhões de precatórios municipais em junho do ano passado. O balanço do ano de 2024 fechado ainda não foi divulgado. Nesta segunda-feira, 31, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu com Esteves pela manhã. A reunião só entrou na agenda do BC na noite de domingo. Além de Esteves, Galípolo só se encontrou com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o que indica que a compra do Master foi a sua prioridade no início desta semana. Esteves e Costa saíram sem falar com a imprensa.

 

Para não esquecer, jamais – Há 61 anos, o Brasil foi palco de um dos episódios mais traumáticos e vergonhosos de sua história: o golpe militar de 31 de março de 1964. Para discutir os impactos da ditadura iniciada naquele ano e alertar sobre os riscos à democracia ante os acontecimentos recentes, o Senado promoveu, ontem, o seminário Memória e consequências do Golpe de 1964. O evento reuniu pesquisadores, jornalistas e parlamentares para refletir sobre o autoritarismo no Brasil e revisitar as lições do passado. Mais do que um ato de rememoração, o encontro serviu de alerta diante de episódios recentes da história nacional, como os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, a tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as investigações sobre supostos planos para assassinar o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o próprio Lula.

 

Para que “nunca mais se repita” – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF) destacaram, ontem, os 61 anos do golpe de 1964 que levou o país à ditadura militar. “Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobre viver”, escreveu Lula no X. O STF também publicou mensagem a respeito do golpe. Segundo a Corte, a data deve ser lembrada para que “nunca mais se repita”. “Há 61 anos, direitos fundamentais foram comprometidos no Brasil: era o início da ditadura militar, que perdurou por 21 anos. A redemocratização veio com participação popular e uma Assembleia Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988 — a Lei Maior, que restabeleceu garantias, o direito ao voto, a separação dos Poderes, princípios e diretrizes para reger o Estado Democrático de Direito”, destacou.

 

Pressão sobre Motta – A oposição ao governo Lula inicia, hoje, um novo capítulo da ofensiva pela aprovação do projeto de lei para anistiar os golpistas do 8 de Janeiro. Na semana passada, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia ensaiado uma obstrução aos trabalhos da Câmara para mandar um recado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que estava em viagem à Ásia na comitiva do chefe do Executivo. Como o presidente da Câmara está de volta ao país, a expectativa é de que ele se reúna, nesta terça-feira, com os deputados favoráveis ao texto para negociar. Os parlamentares de oposição vão se encontrar pela manhã pa a definir a estratégia de atuação desta semana. A reunião é habitual, mas depois de Bolsonaro ter sido declarado réu na semana passada, o tema passou a ser tratado como prioridade. Embora o ex-presidente não admita, ele poderia ser um dos principais beneficiados pelo projeto, já que é acusado de liderar um plano golpista que culminou no 8 de Janeiro.

 

A procura de um novo personagem – A cúpula bolsonarista também corre para tentar encontrar novos “personagens” para enriquecer a narrativa de que os extremistas do 8 de Janeiro foram vítimas de excessos por parte do Poder Judiciário. A aposta era na cabeleireira Débora Rodrigues, responsável por pichar com batom a frase “perdeu, mané” na Estátua da Justiça. Ao longo de várias semanas, Bolsonaro e aliados criticaram a prisão da extremista, por segundo eles, ter cometido um crime sem gravidade. Na última sexta, no entanto, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar à mulher.

 

Governistas reagem – De outro lado, os líderes do governo e do PT no Congresso trabalham para que a pauta não avance. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), questionou o que chamou de “hipocrisia” da extrema-direita. “Sempre defenderam endurecimento de pena, tortura e ditadura. Agora questionam penas ‘excessivas’ para os golpistas e clamam por ‘direitos humanos’ de que eles tanto desdenhavam. (…) Bolsonaro não está nem aí para Débora ou para as ‘senhorinhas com a Bíblia’. Ele nunca foi um humanista. Vide o genocídio e insensibilidade na pandemia. O que ele quer com esse PL é salvar a própria pele”, escreveu no X. No Senado, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que “a anistia para aqueles que tentaram dar um golpe de Estado, em um regime democrático, os faz retornar para implementar os golpes de Estado e depois conseguir concretizar a morte de brasileiros”.

 

Nova data para julgar militares – O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), remarcou para 20 e 21 de maio o julgamento do terceiro núcleo de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado. Esse grupo reúne 12 militares que, segundo o inquérito, atuaram ativamente para promover ações que incentivassem a trama criminosa. Foram reservadas três sessões para o julgamento: no dia 20, às 9h30 e às 14h, e no dia 21, às 9h30. Os denunciados são: Bernardo Romão Correa Netto; Cleverson Ney Magalhães; Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; Fabrício Moreira de Bastos; Hélio Ferreira Lima; Márcio Nunes de Resende Júnior; Nilton Diniz Rodrigues; Rafael Martins de Oliveira; Rodrigo Bezerra de Azevedo; Ronald Fer reira de Araújo Júnior; Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; Wladimir Matos Soares.

 

Hora de encarar o Supremo – A continuidade do longo impasse envolvendo emendas parlamentares dependerá da resposta que Câmara, Senado e Advocacia-Geral da União (AGU) darão ao Supremo Tribunal Federal aos questionamentos sobre uma resolução aprovada pelo Congresso em 13 de março. Isso porque, cindo dias depois, o ministro Flávio Dino, do STF, deu 10 dias para que o Legislativo e o Executivo explicassem por que o projeto de resolução aprovado para resolver as lacunas de transparência não atendeu às exigências do Judiciário. Segundo deputados e especialistas ouvidos pelo Correio, a manobra do Legislativo será difícil de explicar. O prazo estipulado por Dino acaba hoje, para a AGU, e amanhã, para a Câmara e o Senado. A diferença se dá porque considera-se o dia em que cada um recebeu a notificação.

 

Ataque hacker ao Paraguai causa saia justa ao Brasil – As relações diplomáticas entre Brasil e Paraguai vivem o pior momento, em muitos anos, por causa da denúncia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou um ataque hacker para roubar dados sigilosos de autoridades paraguaias sobre as negociações relacionadas à tarifa da hidrelétrica de Itaipu, administrada pelos dois países. A repercussão do episódio motivou uma reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o ministro das Relações exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, para prestar esclarecimentos. Os dois países, porém, tentaram reduzir a importância do problema. O ataque hacker foi divulgado pelo colunista Aguirre Talento, do portal UOL, ontem. Segundo uma investigação da Polícia Federal (PF), agentes da Abin lançaram uma ofensiva contra computadores do Congresso e da Presidência da República do Paraguai para obter informações confidenciais. O objetivo seria auxiliar na negociação sobre a tarifa da compra da energia excedente de Itaipu, cujo valor o Paraguai pretendia aumentar. O acordo foi fechado em maio de 2025, quando o Brasil concordou em pagar mais pela energia comprada do país vizinho.

 

Preços em rota de subida – A hidrelétrica de Itaipu é gerenciada por Paraguai e Brasil, que compra a energia excedente do país vizinho. Os termos da venda foram renegociados nos últimos anos, com os paraguaios cobrando uma tarifa maior, de cerca de US$ 22 por kW, em relação aos US$ 16,70 kW que eram desembolsados pelo lado brasileiro. Em maio de 2024, os dois países fecharam um acordo e reajustaram o preço em 15,4%, chegando a US$ 19,28 por kW. Também se comprometeram a rever o Anexo C do tratado de Itaipu, que define as bases financeiras da geração de energia da usina. Para o Brasil, os preços deveriam estar baixando e não subindo.

 

Uma puxa a outra – Que ninguém estranhe se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, líder na pesquisa do Instituto Paraná para o Senado no Distrito Federal, começar a participar de reuniões políticas ao lado da deputada Bia Kicis (PL-DF). É uma das estratégias do partido para tentar eleger duas senadoras. É que Bia, sem fazer campanha, apresentou 20,7% de intenções de voto. No PL, esse percentual foi considerado uma boa largada.

 

IR, o teste de todos – Quem fez as contas, garante que não haverá meios de derrotar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. A briga será como e onde compensar essa perda de receita. Há a certeza de que o texto do governo sofrerá alterações.

 

Até aqui… – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não deu qualquer sinal de que deixará o cargo, no ano que vem, para concorrer à Presidência da República. Qualquer movimento nessa direção terá que ser precedido de uma preparação interna, a fim de garantir, também na corrida local, a união dos partidos que o apoiam.

 

Tema sensível – Depois dos pedidos de investigação sobre os recursos de Itaipu, o partido Novo mira as possíveis irregularidades de repasses do programa Pé-de-Meia nos estados da Bahia, Pará e Minas Gerais. A legenda quer que as comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Educação da Câmara peçam ao Tribunal de Contas da União (TCU) que avalie a execução do benefício, depois que o jornal O Estado de S.Paulo mostrou cidades com mais estudantes beneficiários do que matriculados. “Estamos falando de R$ 20 bilhões. Precisamos garantir que esse dinheiro chegue a quem realmente necessita”, afirmou a deputada Adriana Ventura (SP), líder do partido.

 

Um trio para fechar a conta – Quem fez as contas na ponta do lápis, não identificou os 309 votos afirmados pelo comando do PL. Porém, o cálculo indica que o placar está bem próximo dos 257 necessários à aprovação da anistia para os acusados de tentativa de golpe e quebra-quebra, em 8 de janeiro de 2023. E, para isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro entrará em campo pessoalmente para garantir todos os votos do partido e de legendas que foram aliadas do seu governo no passado. Dois nomes são considerados muito importantes nesta empreitada: o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Aliados de Bolsonaro dizem, em conversas reservadas, que ele já tem, inclusive, um discurso para atrair mais votos. Dirá aos deputados que se quiserem foto com ele na campanha eleitoral de 2026, que votem a favor da anistia. Ainda que a tendência do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) seja instalar a comissão especial para avaliar o texto, a fim de adiar qualquer embate sobre o tema no plenário, a ideia do PL é partir desde já para o corpo a corpo com os deputados, a fim de garantir a conta do líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) — vista, a preços de hoje, como um “chute” por muitos que fazem cálculos na ponta do lápis.

 

Propagandas do governo – Sob a direção de Sidônio Palmeira, a Secom intensificou os gastos em campanhas publicitárias, principalmente em propagandas na televisão. As peças focam em programas e resultados da gestão. Entre 1º de janeiro e 17 de março, foram 1.211 campanhas veiculadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em rádio, televisão, internet, mídia digital (como televisões de elevador) e revista. Ainda fazem parte da cruzada pelo aumento da popularidade viagens nacionais e internacionais do presidente Lula, frequentemente acompanhado de ministros de Estado, para divulgação de resultados e inaugurações.

 

Para melhorar a imagem – O governo prepara um evento para esta quina-feira como parte das ações que visam tentar reverter a queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lu la da Silva. Batizada de O Brasil Dando a Volta por Cima, a solenidade será aberta ao público e vai apresentar um balanço das ações do Executivo durante os dois primeiros anos de mandato do petista, destacando números positivos da economia e os programas-vitrine da gestão, como o Pé-de-Meia e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O encontro ocorrerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, pela manhã, e contará com a presença de ministros de Estado, parlamentares, outras autoridades e representantes da sociedade civil. Nas redes sociais, aliados do governo divulgaram o convite oficial para o ato. “A primeira tarefa foi retirar os es combros, limpar o terreno e re construir. Agora é hora de seguir crescendo e avançando sobre as bases sólidas do país que construímos”, diz a imagem. “Nos últimos dois anos, a vida começou a melhorar e será ainda melhor daqui para a frente, porque hoje o Brasil pode mais. Vamos juntos fazer um país cada vez mais justo e mais próspero.”

 

Cobrança de pensão – O ex-governador de Mato Grosso Moisés Feltrin, que ficou 33 dias no cargo em 1991, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para receber R$ 2.283.669,42 referentes ao pagamento retroativo e corrigido da pensão vitalícia a que ex-governadores têm direito. O valor reivindicado é relativo ao período em que o pagamento do benefício foi suspenso pelo Estado, entre novembro de 2018 e agosto de 2024. Em setembro do ano passado, o STF mandou restabelecer a pensão e determinou o pagamento das parcelas retroativas. O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, criticou a “abrupta supressão do benefício recebido de boa-fé durante décadas por pessoa idosa, sem condições de reinserção no mercado de trabalho”. O ex-governador alega que, embora tenha voltado a ganhar a pensão, não recebeu as parcelas retroativas.

 

Silêncio rompido – A presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira, elogiou a mudança de postura do presidente Lula de romper o silêncio sobre o golpe militar de 1964, mas afirmou que o governo precisa de mais políticas de memória para que as pessoas reconheçam as violações ocorridas na ditadura militar. Desde 2023 o petista e os comandantes das Forças Armadas mantinham uma estratégia de ignorar o aniversário do golpe, que completou 61 anos nesta segunda-feira (31). No ano passado, o Ministério dos Direitos Humanos cancelou ato em memória dos 60 anos em tentativa de evitar atritos com os militares. Nesta segunda, no entanto, Lula fez uma postagem em alusão à data e citou “ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver”. Para Ana Maria, a mudança de posicionamento de Lula tem relação também com os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Eu creio que o presidente viu que a não responsabilização daqueles que violaram a democracia no passado deu, digamos, uma coragem a mais para que tivéssemos então o episódio do 8 de Janeiro”, afirma.

 

Caiado rebate Gleisi e ironiza Lula – Prestes a lançar uma pré-candidatura à Presidência para 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se movimenta para reforçar a imagem de um opositor firme do governo Lula (PT) e dar peso à agenda da segurança pública. Caiado afirma, em entrevista à Folha, que o presidente volta às origens ao nomear Gleisi Hoffmann para a pasta de Relações Institucionais e rebate cobranças da ministra sobre a renegociação de dívidas dos estados. O governador critica também a atuação do governo no combate ao crime e ironiza uma declaração recente de Lula. “Não é só uma República de roubo de celular. A verdade é que ele tem que entender que ele hoje está patrocinando a transição do Brasil de um Estado democrático para um Estado do narcotráfico”, diz. Caiado afirma ainda que o lançamento de sua pré-candidatura, previsto para sexta-feira (4), não está condicionado ao destino de Jair Bolsonaro (PL) nem ao aval do ex-presidente.

 

Reaproximação – O ex-presidente Jair Bolsonaro busca reaproximação com governadores de direita visando apoio à anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Bolsonaro, réu no STF por tentativa de golpe, tem se encontrado com governadores como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Jr., e planeja viagens pelo Brasil para se posicionar como candidato à Presidência em 2026, mesmo inelegível. Ele procura diluir o protagonismo de Tarcísio de Freitas e fortalecer alianças para manter sua influência política.

 

Finalmente a volta ao trabalho – A Câmara dos Deputados retoma trabalhos focada na definição da relatoria de propostas prioritárias, como a reforma do Imposto de Renda. A oposição pressiona por avanço no projeto de anistia aos presos de 8 de janeiro, ameaçando obstrução. O presidente Hugo Motta retornou do Japão, enquanto líderes discutem inteligência artificial e dívidas municipais. No Senado, Davi Alcolumbre evita pautas polêmicas, priorizando articulações internas.

 

Lula promete relação mais próxima – Durante a viagem ao Japão e ao Vietnã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (AP-União), e aos dirigentes dos partidos de centro que vai realizar mais reuniões com o grupo de parlamentares e investir em uma relação mais próxima com o Legislativo ao longo deste e do próximo ano. Lula também pediu o empenho dos deputados e senadores para a aprovação do projeto de lei que isenta o imposto de renda para quem ganha até R 5 5 mil, embora haja mudanças na proposta. Lula ressaltou, no entanto, que não pode haver retrocessos nos benefícios que já existem. O presidente também disse a deputados e senadores que a medida beneficiará mais de 10 milhões de brasileiros.

 

Bolsonaro e Tarcísio avaliam lançar evangélico – O ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas consideram lançar um candidato evangélico ao Senado por São Paulo, ao lado de Eduardo Bolsonaro. A ideia visa fidelizar o eleitorado evangélico, que representa cerca de 35% dos eleitores paulistas. Denominações evangélicas divergem sobre o nome ideal, enquanto partidos como PP e PSD buscam influenciar a composição da chapa majoritária.

 

Nunes e Derrite endurecem discurso sobre segurança – Ricardo Nunes e Guilherme Derrite intensificam discursos sobre segurança como estratégia política em São Paulo. Nunes aposta na expansão do “Smart Sampa” e maior presença da GCM, enquanto Derrite destaca a redução de indicadores criminais e promove o programa “Muralha Paulista”. Ambos são cotados para suceder Tarcísio de Freitas caso ele se candidate à presidência em 2026. A segurança pública emerge como prioridade, refletindo um movimento nacional e estratégias políticas locais.

📌 Café do Instituto Unimed/RS

Participe do Café do Instituto Unimed/RS. O evento contará com Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da UFF. Colaborador para análises geopolíticas na CNN, Globo, Record e outros. Não perca! 📆 Dia: 24 de abril. ⏰ Horário: 19h. 📍 Local: Casa da Memória Unimed Federação/RS, Rua Santa Terezinha, 263, Porto Alegre. 🔗 Formato: presencial 📧 Inscrição via link:

Unipampa recebe palestra sobre Palestina e Direito Internacional

Nasser Judeh, diretor da FEPAL, abordará os 77 anos da Nakba e o impacto do Direito Internacional na causa palestina Na próxima sexta-feira, 4 de abril, às 17h, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) sediará a palestra “Palestina e o Direito Internacional”, ministrada por Nasser Judeh, diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL). O evento acontecerá no auditório da

Oportunidade à vista

As vagas de estágio na Secretaria de Assistência Social são para visitador e monitor