Evento, que deverá reunir mais de 3 mil assadores à beira-mar de Xangri-lá no dia 28 de janeiro, é o primeiro do País a compensar a emissão de gases, com a utilização de créditos de carbono
Isto está sendo proporcionado por meio de uma parceria com a Cooperativa Mista Santa Bárbara (Coomysa), que fará com que o maior churrasco ao ar livre do mundo, o Paleta Atlântida, pela primeira vez, seja um evento carbono neutro. A compensação ocorrerá a partir do próprio estoque de carbono, acumulado em várias propriedades rurais dos associados da cooperativa, seja por meio da preservação ao meio ambiente ou da prática da agropecuária sustentável.
Programado para ocorrer no dia 28 de janeiro, o festival ocupará dois quilômetros da praia de Atlântida, em Xangri-lá, no Litoral Norte do Rio Grande Sul. A estimativa dos organizadores é que, durante todo o dia, os 3 mil assadores queimem 15 toneladas de carvão vegetal e utilizem a energia de diversos geradores movidos a diesel, itens que estarão sendo acompanhados pela equipe técnica da Coomysa.
A compensação ocorrerá por meio do estoque de carbono já inventariado pela cooperativa, conforme Juliano Nicolodi, engenheiro florestal da Coomysa, cooperativa gaúcha focada em ativos ambientais, “Disponibilizaremos nosso estoque para compensar a queima de carvão vegetal do evento, o uso da energia elétrica, de diesel e tudo mais que for necessário para a realização do mesmo”, explica. A mensuração dos Gases de Efeito Estufa (GEEs) emitidos pela estrutura que será montada à beira-mar será mensurada pelos técnicos da cooperativa, que acompanharão o evento presencialmente durante todo o dia.
As propriedades que disponibilizarão estoque de carbono ainda não foram definidas, mas sairá dos mais de 3 mil hectares já inventariados pela Coomysa no Estado. “Além disso, estamos em tratativas com algumas das principais empresas agropecuárias do Estado para ampliar nosso estoque para mais de 25 mil hectares nos próximos 90 dias”, revela o diretor de Mercado da cooperativa, Henrique Borges.
O Paleta Atlântida é realizado desde 2017, motivado pelo desafio de escolher a melhor paleta de ovelha à beira-mar entre as famílias Melnick , Rabin e Kacman. A disputa repetiu-se em 2018 e conquistou novos adeptos em 2019, a partir de quando tornou-se um evento entre amigos e conhecidos. Em 2020, o encontro recebeu a atual denominação e já contou com a participação de 15 mil pessoas e mais de 2 mil assadores. “O Paleta Atlântida cresceu muito de 2017 para cá, tornando-se o maior festival de churrasco ao ar livre do mundo. Precisamos estar alinhados às boas práticas ambientais e buscar a sustentabilidade para crescermos ainda mais”, destaca o CEO do Paleta Atlântida, Luciano Leon.