sex, 4 de abril de 2025

Variedades Digital | 05 e 06.04.25

CONTADOR DE HISTÓRIAS

Entre jornais, blogs e sites, divulgo meus escritos para 10 publicações diferentes. Há algum tempo o número era bem menor. Mas ao longo do tem-po, a pedido de amigos e colegas jornalistas, não resisti aos convites. Ao contrário de engordar a conta bancária, não ganho um centavo para cumprir este deleite que, com o tempo, se transformou em compromisso cumprido à risca.
Escrever exige disciplina, um mínimo de organização e nem sempre a inspiração é parceira fiel para socorrer cronistas poucos talentosos, como é o meu caso. Redijo meus textos no domingo pela na segunda-feira, logo cedo da manhã, período em que tenho mais energia.
Aproveito as manhãs de domingos para ler textos que costumo guardar ao longo da semana. Este arsenal é composto de recortes de jornal/revistas, ideias rabiscadas em blocos de papel reciclados ou lembretes escritos na tradicional agenda de papel.
O cotidiano é a minha principal fonte de inspiração. O dia a dia é rico em personagens “da vida como ela é”, de carne e osso, sem socorrer-se da ficção. Episódios vivenciados ou testemunhados ao longo do dia são matéria-prima abundante. No trânsito, na fila do supermercado, na sala de espera do dentista ou médico é possível capturar histórias incríveis, ricas em humanismo.
As crônicas que tratam de costumes sempre têm grande repercussão junto ao público leitor. Quando estes textos incluem cenas de família, princi-palmente tendo os filhos como protagonistas, ocorre uma simbiose instantâ-nea entre cronista e público. Causos pitorescos e bem humorados resultam em bom índice de leitura.
Apesar do esforço deste cronista é sempre difícil auferir a repercussão dos conteúdos junto aos leitores. É pequeno o contingente de pessoas que enviam mensagem com opinião através do e-mail. Mesmo assim faço ques-tão de colocar o endereço eletrônico às crônicas para conhecer não apenas a impressão de quem lê, mas também para saber de que município provém a mensagem.
Neste momento de radicalização é cada vez mais difícil escrever de maneira equilibrada, com conteúdo e cujo teor seja capaz de despertar interesse. Ser narrador do cotidiano, mais do que nunca, exige esforço, sensatez e perspicácia. Sem ser chato, é claro!

Gilberto Jasper
Jornalista/[email protected]

Liberdade Ameaçada, de Rodrigo Lorenzoni, tem concorrida sessão de autógrafos em Porto Alegre

O lançamento do livro Liberdade Ameaçada na noite de quinta-feira (03) pode ter sido o segundo mais concorrido já realizado na Livraria Santos do Pontal Shopping. A venda de exemplares superou as expectativas e a sessão de autógrafos durou cerca de três horas. Participaram do evento, além do organizador do livro, Rodrigo Lorenzoni, quatro dos doze autores de capítulos: Marco