Mercados operam em forte queda refletindo preocupação com maior inflação em 40 anos nos EUA
As ações asiáticas abriram a semana com fortes quedas, mesma direção dos futuros em Wall Street e dos recém abertos mercados da Europa, que se juntaram à liquidação global após a divulgação acima do esperado da inflação americana, que aumentou ainda mais a pressão sobre o Federal Reserve para intensificar seu aperto monetário.
O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 8,6% em maio em relação ao ano anterior – a maior alta em 40 anos – em um avanço amplo, somando-se a uma série de dados preocupantes de inflação em todo o mundo.
O Stoxx Europe 600 caiu 1,3% para seu menor nível desde o início de março, os futuros do S&P 500 acima de 2,1% e os futuros do Nasdaq 100 caíram até 2,5%, o que já corresponde a uma perda de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos atingiram 3,24%, o maior desde outubro de 2018 e uma liquidação de títulos do governo europeu levou o rendimento da dívida do governo alemão de dois anos acima de 1% pela primeira vez em mais de um ano.
O êxodo global de ações e títulos está ganhando força com os temores de que a inflação forçará os bancos centrais a soterrar o crescimento econômico com taxas de juros mais altas.
Muitos investidores esperam aumentos de meio ponto nas taxas do Fed nesta semana e novamente em julho e setembro.
Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer neste domingo (12), sem apresentar provas, que ele venceu as eleições de 2018 no primeiro turno. Durante transmissão ao vivo no CPAC Brasil, evento conservador organizado por seu filho Eduardo Bolsonaro, ele afirmou:
“O que eu vou falar agora, eu não tenho prova, vou deixar bem claro. No primeiro turno, por indícios fortíssimos, eu ganhei.”
Bolsonaro disse ainda que hackers interferiram na votação do primeiro turno daquele ano e que ele não tem como provar a declaração. Em seu discurso, afirmou também que a esquerda pode voltar ao poder “das mais variadas formas”, inclusive fraudando as eleições.
“E também, de outra forma, é você aparelhando instituições. Quem é que colocou o Lula na rua? Foi o Fachin. É apenas uma dica do que está acontecendo.”