Dando continuidade à série de reportagens realizadas nas escolas municipais de Sant’Ana do Livramento, o Jornal A Plateia visitou, esta semana, a Escola de Ensino Fundamental Abreu Fialho e a Escola de Educação Infantil João Antônio Tavares. Na Abreu, que atualmente conta com 440 alunos, a direção relatou a falta de monitores para os alunos portadores de necessidades especiais do educandário. Segundo a vice-diretora, Carmen Solange Almeida, a escola abriga 26 alunos que possuem o Código Internacional de Doenças (CID), além de outros 14 estarem em análise na escola, que tem apenas cinco monitores.
Outro fato relatado é que os próprios servidores realizaram a pintura do prédio da escola, em virtude da demora da SME em enviar trabalhadores para realizar o serviço. “Nós não vamos deixar a escola cair na nossa cabeça”, disse a vice-diretora.
Já na E.M.E.I João Antônio, foi o Exército Brasileiro que realizou a pintura do prédio. Um impasse relatado pela diretora, Cristiane de Araújo, é a falta de estagiários. O educandário tem, em média, 90 alunos. De acordo com Cristiane, o “sonho de consumo” da comunidade escolar é a ampliação do prédio e também a construção de um muro em volta da escola. De acordo com Cristiane, uma sala de aula teve que ser desativada e uma turma extinta para que a E.M.E.I pudesse ter uma sala para a direção, pois anteriormente o setor ficava em um galpão no pátio da escola, além do fato de 25 crianças estarem na lista de espera para o berçário, que compreende de 0 a 2 anos.
CONTRAPONTO
A secretária Municipal de Educação, Elisângela Duarte, informou que, quanto ao fato de que servidores pintaram a escola, a SME conta com uma equipe de mais ou menos 15 servidores entre pintores, pedreiros, eletricistas, encanadores e operários para atender uma demanda de 44 escolas, sendo que sempre que solicitado a mantenedora faz o possível para atender na maior brevidade. “Porém, em alguns momentos, temos situações mais urgentes e certas demandas, como pintura, acabam demorando um pouco mais para serem realizadas. Nestes casos, quando as equipes das escolas não querem ou entendem que não podem esperar e resolvem, de forma voluntária, realizar certas atividades ou buscar parcerias, não nos opomos”, disse.
Quanto à falta de monitores na escola Abreu Fialho, a secretária informou que assim que o ano letivo inicia, as diretoras das escolas encaminham os laudos dos alunos especiais para o Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (NAPE) da SME. “Assim que elas mandam nós já pedimos para as empresas nos mandarem os monitores, que são estagiários”, explicou. Segundo ela, a demora na contratação dos estagiários consiste na própria assinatura do contrato, pois este necessita de quatro assinaturas: Secretaria de Administração da Prefeitura, do estudante, da universidade onde o aluno estuda e da empresa responsável pelo estágio. “Mas todos os pedidos já foram feitos e encaminhados”, finalizou.