Uma reunião do Fórum Binacional de Enfrentamento à Violência de Gênero, nessa semana, colocou em pauta a integração de informações para a rede de proteção às mulheres da fronteira. O evento, que aconteceu de forma online, contou com a participação de representantes das organizações da sociedade civil, Poder Público Municipal, Polícia Civil, Coordenadoria Regional do Instituto Geral de Perícias (IGP), Brigada Militar, Coordenação Regional da Patrulha Maria da Penha, Associação Quilombola Ibicuí da Armada, Instituto Mulheres de Santana, Juíza de Direito da Comarca de Canoas e Santa Casa de Misericórdia.
A participação da magistrada Fabiana Pagel da Silva trouxe destaque ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Comitê Interinstitucional do Estado. Além de monitorar o agressor, têm grupos de reflexão de gênero que discute formas de reinserir as mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho, com parceria com a iniciativa privada. Além de apresentar vários projeto nas escolas, para capacitar e sensibilizar os trabalhadores em educação sobre a temática da violência de gênero.
De acordo com o Coordenador Regional da Patrulha Maria da Penha, Tenente Heleno Schimitt, “a Brigada Militar possui em plenas atividades a Patrulha Maria da Penha formada por policiais treinados e qualificados dentro da corporação a fim de dar o melhor atendimento a este tipo de ocorrência. Julgo extremamente importante a implantação dessa rede visando fortalecer as medidas de suporte englobando os demais órgãos e instituições”.
Para a coordenadora do Centro de Referência da Mulher (CRM) de Livramento, Nádia Eliete Vaz, “o encontro foi importante para conhecermos melhor as entidades que integram a rede. Seguiremos fazendo nosso trabalho buscando um melhor aperfeiçoamento e contando com o apoio dos mesmo ao longo dessa trajetória na luta contra todo e qualquer tipo de violência contra a mulher”.
Para as integrantes do Fórum Binacional de Enfrentamento à Violência de Gênero, “essa reunião foi um marco no enfrentamento e proteção às mulheres vítimas de violência na Fronteira entre Sant’Ana do Livramento/BR e Rivera/UY e garante que essa é a primeira de muitas que virão neste ano”, destacou Cassiane Costa.
Debora Castro
[email protected]