qui, 3 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

Em duas semanas de bandeira preta, Santa Casa ainda não desafogou

A avaliação foi feita por uma das gestoras do hospital
Faltam leitos e sobram pacientes. Em um ano de pandemia Livramento sofre com essa equação. (Foto: Marcelo Pinto/AP)

Desde o dia 27 de fevereiro, todo o estado do Rio Grande do Sul está sob as medidas restritivas da bandeira preta, onde, segundo os critérios do Piratini, existe risco altíssimo de transmissão do Covid-19. Na última sexta-feira (5), as medidas foram prorrogadas até o dia 21 de março. A justificativa do governador Eduardo Leite para a manutenção da decisão é a redução da circulação de pessoas e, consequentemente, do vírus, mas não parece ser o que está ocorrendo no momento.
Pelo menos esta é a visão de uma das gestoras da Santa Casa de Sant’Ana do Livramento, Leda dos Santos. “Ontem (quinta-feira, 11), nós atendemos 83 pessoas na porta de entrada Covid. Então me parece, aqui do hospital, que a bandeira preta não tem mantido as pessoas em casa. As pessoas têm saído para rua para passear ou o que for, porque continua alto o número de contaminação”, opinou.
Leda também observou que, além de não frear os números da doença, a economia também está sendo afetada pelas decisões. A gestora explicou ainda que a situação é preocupante em todo o estado. “Nós estamos com 21 leitos, dos nossos 24, ocupados. Os nossos dois leitos de UTI também estão ocupados e ainda temos dois pacientes em ventilação mecânica no pronto atendimento. […] É grave. Hoje, qualquer um de nós, por qualquer motivo, se precisar ser removido, não consegue porque os hospitais estão lotados”.

Foto: Marcelo Pinto/AP

UM ANO DE PANDEMIA

Em meio a todas essas celeumas, Livramento se aproxima de completar um ano desde que os primeiros casos foram diagnosticados. Mesmo tendo passado um tempo significativo, a situação parece não ter melhorado no único hospital SUS da cidade. “O que a gente percebe é que, infelizmente, o recurso importante da pandemia que veio no ano passado não foi materializado em estruturar o hospital e comprar equipamentos. O recurso foi usado para custeio”, disse Leda.
Que ainda completou dizendo que os investimentos fariam toda a diferença neste momento que, segundo ela, o pior momento da pandemia na cidade. “Ele evaporou. Agora estamos de fato diante da maior demanda de atendimento a pacientes com Covid e a gente se depara com uma falta de equipamentos e estrutura, que poderia ter sido alvo de investimentos no ano passado”.
Quem também deu o mesmo parecer sobre o período foi a Coordenadora do Covid, Iana Haas. “Foi um ano bem difícil, acredito que a gente esteja vivendo o pior momento em Livramento. A gente não tinha tido tantos óbitos, em relação ao ano passado, é um número bem significativo”.
Iana também disse que os próximos períodos preocupam. “Os casos positivos não baixam de 50 por dia. A minha perspectiva é que nos próximos dois meses a gente ainda viva um momento bem complicado. Um período bem difícil, de muitas internações. A tendência é piorar”. E finalizou relatando o sentimento dos profissionais da saúde diante deste cenário. “Hoje eu tenho a sensação de que estou enxugando gelo. A gente fala, orienta e parece que entra por um ouvido e sai pelo outro”, lamentou.

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