A greve iniciada na última segunda-feira (25), persiste em meio as diversas tentativas de acordos, sem sucesso, entre o executivo municipal, sindicato e hospital, sendo que a primeira proposta apresentada ainda no dia 22 de janeiro pela administração pública foi do pagamento de 60% dos vencimentos dos trabalhadores.
Após protestos, os funcionários compareceram à uma sessão representativa na Câmara de Vereadores, na quarta-feira (27), para pedir auxílio na resolução da situação. Os vereadores após ouvirem as demandas, propuseram que houvesse um trabalho em conjunto para buscar reverter a situação do hospital e também foi proposta a busca por créditos adicionais que pudessem viabilizar o pagamento dos funcionários.
Porém, não havendo acordo entre as partes, a Prefeitura judicializou o caso junto ao Tribunal Regional do Trabalho. Duas audiências de conciliação já foram realizadas, sendo a última nesta sexta-feira (29), onde a prefeitura apresentou proposta de pagamento de 85% dos proventos de janeiro; também propôs que o mês de fevereiro seja pago na mesma proporção, o que não foi aceito pelo sindicato.
De acordo com o vereador Aquiles Pires (PT), que é advogado do SindiSaúde, a Prefeitura há uma expectativa com relação à liberação de R$ 100 mil feita pela Câmara, na última sexta (29). Com o acréscimo do valor, segundo o advogado, o Sindicato espera um pagamento de 100%. “Aí sim se levantaria a greve. Mas o município, antes de ir para audiência de mediação, reiterou o pedido de liminar para o retorno dos trabalhadores mesmo com essa proposta e desistiu dessa negociação. A questão não é política, é salarial, de cunho alimentício”, afirmou ele destacando que a greve continua.
Agora o sindicato e o executivo, aguardam a decisão do Tribunal Regional do Trabalho sobre a liminar de encerramento da greve.
A Reportagem buscou a diretora da Santa Casa para que comentasse sobre a continuidade da greve, mas a gestora informou que estava em reunião e comentará sobre o assunto na parte da tarde.