qua, 2 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

Agora é greve. Em assembleia, funcionários da Santa Casa decidem parar na segunda-feira

Foto: Marcelo Pinto/AP

Sem acordo e sem perspectiva. Este é o quadro atual quando o assunto é pagamento dos salários dos funcionários da Santa Casa de Misericórdia. Diante da situação, e após receber uma proposta de pagamento de apenas 50% dos salários e sem posicionamento sobre o pagamento dos vales-alimentação, durante assembleia geral da categoria realizada no início da tarde da última quinta-feira, a decisão, por unanimidade, é pela greve.
Durante a assembleia que reuniu o maior número de trabalhadores nos últimos cinco anos, foi relatado pelo presidente do Sindisaúde – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sant´Ana do Livramento, Silvio Madruga, que a direção não havia acenado com outra proposta diferente de pagamento parcelado. Revoltados, os trabalhadores abriram mão da negociação e declararam o seu desejo de entrar em greve até que os salários sejam pagos em sua totalidade. Segundo Madruga, a categoria é soberana e sua decisão será acatada na integralidade. “Estamos aqui, novamente, expostos para tentar resolver a situação da categoria. É lamentável ver colegas padecendo com suas contas atrasadas enquanto a proposta apresentada não alcança a expectativa”, exclamou durante a assembleia.

Foto: Marcelo Pinto/AP

Contraproposta

Ainda durante assembleia, a atual diretora geral da Santa Casa de Misericórdia expôs aos trabalhadores a atual situação e possibilidade de pagamento. “Preciso ser absolutamente transparente com todos vocês. Nossa ideia era fazer o pagamento linear de 50% dos salários para todos, funcionários e médicos, porque temos apenas R$ 1 milhão e 36 mil reais para tanto. Com este recurso, não conseguimos acatar o pedido, justo, de pagamento integral. Estou tentando ser o mais justa possível com todos, diante da mínima possibilidade”, afirmou ela. De acordo com Leda Marisa dos Santos, uma nova tratativa seria feita junto ao Executivo, mas com extrema dificuldade. A diretora lembrou aos trabalhadores que a Santa Casa não tem mais nada a receber do Município, nem do Estado e tampouco da União, ou seja, os repasses estão em dia. “Nós já temos recebido adiantamentos para poder cumprir com alguns compromissos, o que nos coloca em uma situação realmente muito delicada”, afirmou.

Foto: Marcelo Pinto/AP

Executivo

Na manhã de sexta-feira, a direção do Sindisaúde esteve reunida no Palácio Moisés Viana, sede do governo municipal, com a prefeita Ana Tarouco e o vice, Evandro Gutebier. Na pauta, a posição do governo diante da crise financeira da Santa Casa. Segundo o presidente do Sindisaúde, nenhuma nova proposta com a intenção de demover os trabalhadores sobre sua decisão foi apresentada pelo governo. “Não recebemos propostas. Ouvimos da prefeita tudo o que já tem sido dito nos últimos dias, ou seja, que será um governo de técnicos e que são sabedores das necessidades. Sobre pagamento, possibilidades, não tivemos novidades, ou seja, desta maneira está sim mantida a decisão da categoria sobre o início da greve na próxima segunda-feira”, explicou Silvio. Ainda de acordo com ele, a prefeita foi notificada da decisão ainda durante o encontro que iniciou por volta das 7h30 da manhã de sexta. Procurada pela reportagem para expor a posição da Secretaria de Saúde do Município, a secretária de Saúde Caroline Alvez Gomes disse apenas que os recursos já foram todos repassados para o hospital. “Estamos empenhados para uma resolutividade. Estamos engajados nessa questão. Mas, sabemos que essa situação vem de anos e estamos há apenas 20 dias e desde o início em função de como viabilizar uma instituição que vive em déficit há anos”, afirmou.

Deputado Afonso Hamm apresenta projeto para garantir o funcionamento das Usina Termelétrica de Candiota e Transição Energética Justa

Um novo projeto de lei (PL) 1371/2015, de autoria do deputado federal Afonso Hamm, foi apresentado nesta semana na Câmara dos Deputados. A proposta altera a Lei nº 10.848/2004, visando assegurar a Transição Energética Justa e a sobrevivência socioeconômica das regiões carboníferas do Sul do Brasil, além de fortalecer a segurança energética do setor elétrico brasileiro (SEB). O PL 1371/1025

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