Ao final do ano, normalmente, é comum que uma atmosfera de reflexão tome conta da maioria das pessoas. Geralmente os últimos dias de um ano são onde as avaliações são feitas. Seja em uma conversa de bar, em um elevador entre um andar e outro, ou até mesmo sozinho, em algum momento as ponderações são feitas. O ano de 2020 tinha tudo para ser mais um, como tantos outros que já se passaram, entretanto, uma pandemia surgiu para colocá-lo na história e mudar tantas outras.
Uma delas foi a da ex-secretária da Educação do Município, a professora Gislaine Grecellé, que, após vencer a batalha contra um câncer em 2018, acabou contraindo a Covid-19. “Eu era uma pessoa que não tinha grandes medos. Eu lembro que a Mari (Machado) mandava eu não ir trabalhar, dizia que era para eu ficar em casa, mas eu sentia que não era a mesma coisa, eu gostava de ir. Eu não levava tão a sério, tinha os cuidados, mas não tinha medo do vírus”, revelou.
Entretanto o cenário mudou em agosto, quando a professora contraiu a doença e precisou ser hospitalizada. “Quando a gente menos espera, é abalado. Eu estava tranquila em casa, sabia que 20% do pulmão estava afetado e, de repente, eu piorei. Amanheci mal, quando fui ver estava com 70% do pulmão tomado”, relatou. Com o quadro grave, Gislaine precisou ficar por 16 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa.
Ao todo, foram cerca de 20 dias de batalha contra o vírus, tempo que fez a professora valorizar ainda mais quem esteve ao seu lado, como amigos e familiares e também, segundo ela, foi uma oportunidade de ter um grande aprendizado para a sua vida. Já para o ano de 2021, Gislaine se mostra esperançosa. “Eu valorizo cada vez mais a Deus, aos amigos, a família. São coisas que tu valoriza mais e mais. Como uma pessoa de fé, eu espero que alguma coisa venha para curar esse vírus. Era uma coisa que a gente não esperava. Eu levo pra minha vida a grande lição, que todos devem aprender, que todo mundo deve continuar se cuidando, que essa máscara vai ser por um longo tempo ainda e que a gente tenha esperança que isso, como tudo na vida, um dia passa. Isso é uma grande prova que a humanidade está passando, eu estou inserida nesse contexto, mas com muita fé, muita esperança de que isso vai passar”, finalizou.
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Desta vez o crime aconteceu na cidade de Rivera/UY, nesta quarta-feira (25), feriado natalino