Durante sua passagem por Sant’Ana do Livramento na quinta-feira (26), o governador Eduardo Leite, após acompanhar a posse do novo Intendente de Rivera, Richard Sander, foi até a Santa Casa de Misericórdia, onde conversou com os gestores sobre a situação atual. Em frente a entrada principal do prédio, um grupo de professores do 23º Núcleo do CPERS Sindicato, organizou um ato com sinos e palavras de ordem, na tentativa de chamar a atenção do Governador do Estado para a situação em que os professores se encontram.
Segundo Adriana de Leon, representante do núcleo, o ato foi simbólico: “Mais uma vez cobrando do Governo do Estado o nosso salário. Nós fizemos uma greve no ano passado, recuperamos todos os dias que fizemos a greve e o governo descontou o salário dos professores. Nós estivemos recebendo nosso salário, parceladamente, atrasado e descontados os dias de greve os quais nós recuperamos e até hoje ele não devolveu o nosso dinheiro. Todo trabalhador tem direito a receber o seu salário, afinal de contas nós não somos escravos, não temos por que ir para escola trabalhar sem receber o nosso salário. Nós estamos aqui hoje, em um pequeno grupo, respeitando os protocolos mas não podíamos nos confortar neste momento cobrando do governador todas essas barbaridades que ele vem fazendo, estamos desde 2014 sem nenhuma reposição salarial, nem a inflação, ou seja o nosso salário além de tudo ele está muito defasado. Não conseguimos muitas vezes dar conta das nossas necessidades em casa”, destaca Adriana.
Eduardo Leite, após sua reunião com os gestores da Santa Casa, conversou com a imprensa e falou sobre o ato: “Eu acho que é legítima a manifestação. O Estado do Rio Grande do Sul tem uma dificuldade fiscal histórica, nos últimos 60 meses o Estado não conseguiu pagar os salários dos servidores em dia, integralmente, para todos servidores. É importante dizer que já tem encurtado esses prazos, no ano passado nesse período do ano levou mais de 40 dias para terminar a quitação e neste ano foram somente em 6 dias úteis. Os professores e mais de 95% dos servidores receberam o mês de outubro no período correto e nós trabalhamos para reduzir cada vez mais esses prazos para os servidores do Estado do Rio Grande do Sul. Estamos trabalhando com o ajuste das contas públicas, se não fosse a pandemia nós teríamos conseguido colocar os salários dos servidores públicos em dia, mas nós temos boas expectativas para os próximos meses. Continuamos acompanhando o resultado da arrecadação, o calendário de pagamento do próximo mês e a expectativa é ainda melhor do que o calendário de outubro por conta da nossa política de ajuste. Entendo a insatisfação, mas o governo continua trabalhando para que sejam feitos esses pagamentos nos dias que devem ser”, explica.
“As vacinas que se esperam ter no ano que vem, com otimismo, nós podemos esperar um programa de vacinação nos primeiros meses do ano, porém por óbvio serão imunizados, primeiramente, os grupos de risco. As vacinas exigem, a maior parte delas, duas doses, então a produção, a distribuição e toda a logística vai fazer com que os primeiros grupos a serem vacinados sejam dos grupos de riscos e os mais expostos. Para a população em geral não se espera disponibilidade da vacina até o segundo semestre do ano que vem, então não é viável que a escola fique fechada até o 2º semestre do ano que vem. Infelizmente, por parte do Sindicato não há essa compreensão e é até um fato curioso, pois, o Sindicato que defende tanto a Educação, no momento em que nós tentamos abrir as escolas se opõe. Esse ponto de conflito é gerado então: Governo e Sindicato”, finaliza Leite.


Deputado Afonso Hamm apresenta projeto para garantir o funcionamento das Usina Termelétrica de Candiota e Transição Energética Justa
Um novo projeto de lei (PL) 1371/2015, de autoria do deputado federal Afonso Hamm, foi apresentado nesta semana na Câmara dos Deputados. A proposta altera a Lei nº 10.848/2004, visando assegurar a Transição Energética Justa e a sobrevivência socioeconômica das regiões carboníferas do Sul do Brasil, além de fortalecer a segurança energética do setor elétrico brasileiro (SEB). O PL 1371/1025