sex, 4 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

O pavor do “vento encanado”

Gilberto Jasper
Jornalista/[email protected]

Durante a construção do parque eólico do município de Osório visitei com o então governador Germano Rigotto o lugar. Se à distância o complexo parece grandioso, ao chegar mais de perto se constata que tudo é, de verdade, de tamanho gigante. No meio de potreiros e perto das lagoas durante a baixa temporada de veraneio só se ouve o barulho do vento.
Lembrei-me deste episódio nos recentes dias ventosos onde as portas batiam insistentemente, obrigando a levantar para evitar correntes de ar. Instantaneamente recordei de recente coluna do amigo e colega jornalista David Coimbra que escreveu sobre os perigos do “vento encanado”.
Quem é da minha geração – fiz 60 anos em junho – conhece muito bem a lenda que habitou nossa infância, aterrorizando nossa rotina com os riscos fatais da ventania. O maior perigo residia no descuido do pós-banho quente, em uma época em que o inverno era rigoroso por semanas a fio. Diferente da atualidade quando temos baixas temperaturas por apenas dois ou três dias consecutivos.
Rezava a lenda que o “vento encanado” era capaz de provocar inúmeras consequências graves – físicas e psicológicas – que iam da desfiguração do rosto das pessoas até a morte. Simples assim! Proliferavam histórias (ou estórias?) de pessoas que não deram bola para a fatalidade de um corrente de ar e resultaram com boca torta, olhos esbugalhados e até orelhas invertidas. Outros teriam enlouquecido, sendo internados em manicômios de onde jamais saíram.
Lamento que à época não contávamos com Google ou outro site de busca para esclarecer boatos e causos que se mantiveram por décadas, varando gerações, semeando o pavor entre a gurizada. O tal ”vento encanado” era uma das tantas fake news com a qual nossa geração conviveu. Nesta categoria, o leite ocupava lugar de destaque. Misturar o líquido branco lácteo com melancia, pêssego, laranja e outras frutas era sinônimo de condenação, que começa com congestão, seguida de morte porque não havia antídoto.
Voltando ao início da crônica, a visita ao parque eólico do litoral ensinou que ao contrário da crença geral é na primavera que se registra o maior volume de ventos. Quando o técnico nos questionou, a resposta unânime e errada foi o inverno. Portanto, prezados leitores, tomem cuidado: a estação das flores, do pólen e das árvores floridas que se inicia guarda perigos imensuráveis!
O “vento encanado” estará à espreita, atento a qualquer descuido para fazer vítimas com bocas tortas, orelhas retorcidas e demência que entram pelas janelas abertas para espantar o vírus.

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