Condições de trafegabilidade, mudanças nas rotas e demissões
As últimas semanas têm sido determinantes para o transporte coletivo em Sant’Ana do Livramento. Recentemente, a empresa Sosal, responsável por uma das linhas de ônibus mais utilizadas da cidade, anunciou a readequação dos seus horários e rotas.
A medida pegou muitas pessoas de surpresa, entre elas, o responsável pela Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), Jansen Nogueira e a Prefeita de Livramento, Mari Machado (PSB), que prontamente manifestaram-se contra as medidas.
Quanto a isso, o poder executivo já protocolou dois processos no judiciário cobrando providências dessa e de outra empresa que presta os mesmos serviços. Além da Sosal, outra que já integra as listas de reclamações dos usuários há um bom tempo é a Vaucher. Neste caso trata-se da condição dos veículos que, frequentemente, apresentam problemas mecânicos e deixam passageiros a pé.
Frente a situação precária das empresas, Nogueira reforçou o compromisso com a população. “Gostaria de deixar claro à comunidade que tanto a Secretaria de Trânsito, quanto a Prefeita Mari estão trabalhando para regularizar tudo o que está acontecendo. São demandas e reclamações recorrentes de muitos anos e agora com alterações de horários, rotas, da mesma forma agora se apresenta o problema com a Sosal que, dos últimos 30 dias pra cá, de forma unilateral, realizou essas mudanças desrespeitando o que está previsto na concessão’’, avalia.
Quanto às consequências dessas alterações, Nogueira foi enfático: “Tá (sic) causando um problema muito sério e muito grave com a população. Tem ônibus levando, em média, 80 pessoas. Está dando quase que vias de fatos dentro desses ônibus porque a direção da empresa decidiu retirar linhas e horário sem consultar e comunicar os órgãos de trânsito. Espero que em dez, quinze dias isso se resolva e as empresas retornem à normalidade”.
Quem também se manifestou sobre o assunto foi a Procuradora do Município, Carla Saraiva. “Desde que a Prefeita Mari assumiu ela está muito preocupada com essa questão do transporte coletivo, com a dificuldade dessas empresas em cumprir o que está previsto no contrato”, pondera.
A procuradora também destaca a necessidade da realização de uma nova licitação para a prestação do serviço. “Temos contrato desde 1990. Não foram revistos e não se atualizaram no decorrer do tempo’’. Embora seja evidente a necessidade de um novo contrato, não há previsão para que isso efetivamente ocorra.
Ainda a respeito do tema, Carla revela que o problema é fruto de más decisões tomadas por gestões anteriores. “Tivemos casos na gestão anterior em que um processo contra a Vaucher o município perdeu o prazo e não se manifestou portanto perdeu o objeto. A situação foi que a juíza deu um parecer favorável ao município, a empresa entrou com recurso e o município não se manifestou mais. São coisas graves que acontecem e nós não podemos repetir esses erros’’, pontua.