Casal que vive em Minnesota, nos Estados Unidos, está entre os líderes religiosos responsáveis por construir diálogo entre o governo americano e a comunidade latina
O uruguaio, de Montevidéu, que cresceu em Rivera, Gerardo Antivero, e sua esposa, a santanense Maria Amélia García foram convocados para uma reunião na Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos. Na pauta do encontro estava o interesse da comunidade étnica: os latinos imigrantes do país. Vários representantes de diferentes Ministérios do governo Donald Trump participaram da reunião, entre eles o da Educação, Trabalho, Justiça, Segurança Nacional e Direitos Humanos.
A convocação se deu porque Gerardo trabalha na North American Mission Board (NAMB), uma divisão da Convenção Batista do Sul, a maior organização protestante do país americano. Ele exerce o cargo de Diretor de Crescimento e Desenvolvimento de igrejas étnicas nos estados de Minnesota, onde moram, e o estado de Wisconsin, tendo sob sua supervisão igrejas de várias culturas e países. Até o momento, são 18 culturas.
Ao Jornal A Plateia, Gerardo destacou que a administração Trump visa ter uma boa relação com os líderes cristãos para que possam trabalhar juntos. “Essa nova administração tem aberto as portas para as comunidades de fé. Através dessa iniciativa, essas comunidades têm agora mais acesso para ajudar em diferentes áreas as comunidades étnicas nas quais vivemos, coisa que antes não acontecia. O novo governo está dando prioridade aos valores familiares e ao uso correto dos recursos. Existe uma equipe de homens e mulheres que estão trabalhando na Casa Branca comprometidos e com afinco em prol de que esta causa beneficie a todos os imigrantes neste país, dos quais os latinos são a primeira e grande maioria (60 milhões)”, contou ele.
O casal mora em Minneapolis, estado de Minnesota. Maria Amélia garante que a administração Trump, embora tenha adotado medidas de anti-imigração ilegal existe uma boa relação com latinos que estão nos Estados Unidos. “Apesar das duras políticas de imigração que visam defender a soberania do país prevenindo a entrada de imigrantes ilegais que tenham más intenções ao entrar ilegalmente neste país, há uma boa relação com os latinos que já moram neste país. Parece controvérsia, mas não é. É muito simples e os líderes religiosos têm obrigação de ser pontes entre o governo e a comunidade latina aqui e é o que estamos fazendo”, acrescentou.
O casal mandou um recado para os amigos e parentes que estão no Brasil. “Um abraço aos nossos conterrâneos, sentimos muita saudade da nossa Querência que tanto amamos”.