Com a recente inauguração da rota que liga Porto Alegre a Sant’Ana do Livramento, a Fronteira da Paz volta a ter uma linha aérea em atividade após quase uma década sem o serviço. Além de ser uma opção para quem precisa chegar até à capital com agilidade, os voos são uma importante ferramenta para aproximar investidores, turistas e impulsionar o desenvolvimento da região como um todo.
Em atividade há pouco mais de 10 dias, foram aproximadamente 20 voos com uma média de 30 passageiros por semana, de acordo com dados fornecidos pela administração do Aeroporto Internacional de Rivera. O que demonstra que, além de reaproximar Livramento do progresso, a linha também traz de volta os seus filhos espalhados pelo mundo.
Um deles é o santanense de 26 anos, Cláudio Stecker, que é um dos pilotos da TWO Flex que opera essa linha. Stecker morou em Livramento até os 18 anos e, assim que concluiu o ensino médio, mudou-se para Porto Alegre, onde deu início ao curso de piloto privado.
O jovem conta que a sua inspiração para a escolha da carreira veio do seu tio, o também santanense, Felipe Garragorry, atualmente comandante na Azul Linhas Aéreas. “Me interessei pela aviação quando estava acabando o colégio, lá por 2010, 2011. Tenho um tio que é piloto […] me influenciou muito também na escolha da profissão. Converso direto com ele e me ajuda muito’’, revela.
Em 2016, já com os títulos de piloto comercial e instrutor de voo, Stecker retorna à Sant’Ana do Livramento e dá início à faculdade de Ciências Aeronáuticas. Além do conhecimento específico sobre aviação, o piloto revela que também aproveitou para estudar inglês, que também é uma exigência das companhias aéreas.
Em agosto deste ano, Stecker participou de um processo seletivo da companhia para o posto de copiloto, onde foi aprovado e após um período de treinamentos, começou a voar em dezembro. Radicado na capital gaúcha, o piloto descreve a oportunidade como inexplicável. “Ainda não caiu a ficha que estou tendo essa oportunidade como santanense, foi algo que nunca passou pela minha cabeça’’, comenta.
Ainda sobre a oportunidade de “voar para casa’’, o santanense diz que esse momento tem um gostinho diferente e vê a rota com muito potencial. “Espero que o nosso povo dê valor a chegada desses voos regionais, que aproveitem bastante e que seja o início de um novo ciclo na nossa região”, pontua.