Diferente do que foi especulado, Ricardo José Guimarães, assassino de dois policiais em Rivera, foi condenado a 244 anos de prisão e pena pode aumentar
O ex-policial paulista Ricardo José Guimarães, responsável pelos assassinatos de dois policiais entre Sant’Ana do Livramento e Rivera, reapareceu direto no banco dos réus na última terça-feira (02). Segundo informações da imprensa na época dos assassinatos, em 18 de julho de 2005, Guimarães, conhecido como “Matador”, teria sido contratado por um empresário uruguaio para executar os policiais civis de iniciais R.S. e L.I., que atuavam na época, como “batedores” para o contrabando uruguaio, que chegava para o Brasil.
Matador acabou assassinando os dois ex-policiais, pois os mesmos queriam, segundo o que foi relatado pela imprensa na época, mais dinheiro do uruguaio para continuar as atividades de “batedores” das cargas de contrabando. Após entregar uma grande quantidade de cédulas para que os policiais contassem, Guimarães os matou com tiros na cabeça.
Com a ajuda de terceiros, o matador contratado, enterrou os policiais na estrada de acesso ao aeroporto de Rivera. Foragido por anos, o pistoleiro chegou a ser dado como morto no Rio Grande do Sul, fato que chegou a ser confirmado na época por fontes da própria polícia. Só que na verdade, o assassino acabou utilizando uma identidade falsa em nome de Wellington José da Silva, fugindo do Rio Grande do Sul novamente para o seu estado natal, São Paulo.
De grade em grade
Desaparecido por dois anos, o paulista foi capturado pela Polícia Federal, em 18 de janeiro de 2007, no bairro de Itaquera em São Paulo, sendo transferido para o presídio de Catanduvas, no interior do Paraná, dois meses depois. Do interior do Paraná, ele foi transferido para Campo Grande e na sequência para o CDD de Pinheiros, em São Paulo. O assassino dos dois policiais gaúchos foi a julgamento e condenado em 06 de dezembro de 2017 a 48 anos pelas mortes dos policiais.
Só que Ricardo Guimarães, na época, não havia sido julgado por todos os seus crimes até então. O “pistoleiro de aluguel” foi julgado por mais duas acusações, nos meses de fevereiro, pela morte de uma dona de casa em Ribeirão Preto e em agosto do mesmo ano, pela morte do jovem Thiago Aguiar, também no interior paulista. Só que não parou por aí: a pena de Ricardo Guimarães, só aumentou.
Na última terça feira (02), o paulista veio a ser condenado pela morte de mais dois jovens em Ribeirão Preto. No final, somando-se esta pena de 38 anos a qual Guimarães foi condenado, mais 72 anos de prisão pela morte de dois jovens, 48 pela morte dos policiais gaúchos, 56 anos pela morte de uma dona de casa e 30 anos pelo homicídio de um jovem de 14 anos, chega a244 anos a pena do matador de aluguel por seis de seus assassinatos.
Porém, os 244 anos podem virar mais, caso a Justiça o julgue por mais cinco crimes dos quais eleé acusado, podendo aumentar o tempo que o “Matador” ficará na prisão. Se antes, o pistoleiro chegou a ser dado como morto, agora passará o resto dos seus dias atrás das grades.




