qui, 3 de abril de 2025

Variedades Digital | 29 e 30.03.25

No Piratini, Governo lança projeto de conservação do Bioma Pampa

Saiba como os produtores rurais e extensionistas santanenses poderão acessar recursos para manter
de forma sustentável as pastagens em Sant’Ana do Livramento e a da região da campanha como um todo

O governo do Estado lançou, nesta semana, o projeto ambiental para a conservação dos campos nativos do bioma Pampa do Rio Grande do Sul, no Palácio Piratini. Os produtores rurais e extensionistas que participarem do projeto terão acesso a uma linha de crédito de longo prazo de R$ 5,2 milhões do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), para incremento da produtividade pelo adequado manejo das pastagens, associado a uma valorização diferencial dos produtos. Além disso um valor disponível de mais R$ 1,5 milhão a fundo perdido, com recursos do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNaBIO) e a iniciativa da Associação para Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), os financiamentos podem ser executados em 24 meses.
O projeto conta também com a articulação de três secretarias de Estado que atuam como co-executoras: Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR).
A ideia é conservar os campos nativos do bioma Pampa e incrementar a produtividade rural. O projeto faz parte do objetivo da Alianza del Pastizal – Produção e Sustentabilidade. O público-alvo são produtores rurais membros da Alianza Del Pastizal (Alianças das Pastagens, em espanhol), que abrange os municípios de Lavras do Sul, Bagé, Dom Pedrito, São Gabriel, Quaraí e Sant’Ana do Livramento. Também conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos, o bioma Pampa ocupa área de mais de 170 mil quilômetros quadrados (cerca de 2% do território nacional e 63% do RS), sendo constituído principalmente por vegetação campestre (gramíneas, herbáceas e árvores).
“Esse evento dá visibilidade a uma questão bem atual e muito importante que é o desenvolvimento sustentável. O que nos une aqui é um projeto que pretende integrar a produção agropecuária com a conservação da biodiversidade, nos campos nativos do Pampa gaúcho. O Estado precisa garantir que seus cidadãos tenham acesso ao próprio sustento, que sejam capazes de produzir no campo, com visão social e com sustentabilidade, mas isso precisa ser feito sem esgotar nossas riquezas naturais”, destacou o governador José Ivo Sartori.
De acordo com o diretor executivo da Save Brasil, Pedro Develey, já foi mostrado ao longo dos anos que produzir e preservar o Pampa é possível e que agora, com os novos parceiros, o projeto pode alavancar e trazer resultados ainda mais positivos. “O que precisa é uma capacitação e treinamento de manejo desses campos nativos. Ainda falta muita assistência técnica de como manejá-los e fazer com que se tornem realmente produtivos”, afirmou.

Segundo o diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, o grande objetivo é manter a diversidade. “Vivemos hoje uma encruzilhada no ambientalismo. Temos aquele ambientalismo antigo dos anos 70 e hoje a gente vive outra realidade, um ambientalismo mais de sociedade, com uma divisão de responsabilidades. E esse projeto e as suas ações são muito adequadas e vinculadas a esse segundo tipo de ambientalismo”, acrescentou.
Para a secretária Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, este bioma é delicado e com predominância majoritária no RS, dependendo muito de pastoreio. “Os produtores aderiram a um conceito de produção ambientalmente sustentável. Com isso, a gente consegue proteger o bioma, mas ao mesmo tempo gerar renda para os produtores”, afirmou.
A Alianza del Pastizal é uma ação sul-americana liderada pela BirdLife International para a conservação dos campos naturais do Cone Sul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Conta com mais de 40 organizações entre indústrias, sindicatos rurais, instituições de pesquisa e associações de produtores. No Brasil, é mantida e coordenada pela Save, organização que preserva as aves no território brasileiro.

Diretor de Planejamento Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha apontou os objetivos do projeto
(Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

Como Funciona

O BRDE disponibilizará uma linha de crédito de longo prazo no valor de R$ 5,2 milhões. Além deste valor, estará disponível mais R$ 1,5 milhão a fundo perdido, com recursos do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O projeto será coordenado pela Alianza del Pastizal, iniciativa da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil/BirdLife) em parceria com as secretarias da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e o BRDE.
O projeto prevê capacitação e difusão tecnológica aos agricultores com oficinas, dias de campo e produção de materiais técnicos. Haverá certificação de propriedades rurais adequadas ao Protocolo Alianza del Pastizal, com mínimo de 50% da área de produção mantidas sob campo nativo, com produção sustentável e com animais alimentados à base de pastagens.
Também estarão disponíveis linhas de acesso a crédito a propriedades certificadas no BRDE, com incentivo financeiro não reembolsável a quem assumir boas práticas de melhoramento e manejo de campos nativos. Uma equipe técnica prestará assessoramento para encaminhar propostas e monitorar resultados nas fazendas.
A avifauna nativa e migratória usuária dos ecossistemas campestres ainda serão monitoradas e avaliadas por indicadores de conservação da biodiversidade. A Alianza concede um selo ambiental à carne produzida em condições compatíveis com a conservação dos campos nativos. No RS, o programa já trabalha com 120 propriedades certificadas, o que corresponde a 88 mil hectares de pastagens. A pecuária em campo nativo bem manejado é cientificamente reconhecida como atividade que colabora à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Por: [email protected]

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