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Editorial

Em Jerusalém condenaram um inocente, e na páscoa brasileira?

Nas rodas de amigos, dos debates políticos, nos almoços em família, nas redes sociais, em todos os lugares o tema é o mesmo: a possibilidade de prisão do ex-presidente Lula e a expectativa do seu julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
Na última sessão da Corte Suprema o medo de decidir a respeito parece que foi maior do que qualquer outro sentimento e, de repente, o precedente aberto pelo saudoso ministro Teori Zavascki dava ares de não convencer mais ninguém. Mas era páscoa, ou ao menos ela viria...e...para dar descanso aos homens e mulheres que andam tão sobrecarregados, eles decidiram fazer um feriadão de 14 dias e decidir a respeito do que pode mudar os rumos da história brasileira e de tantos outros condenados por tantos outros crimes, para depois da passagem do coelhinho da páscoa. O dia 04 será decisivo, mas há quem projete um pedido de vista ou mesmo adiamento da sessão.
Astros dessa empreitada jurídica estão um tríplex na perola do Atlântico e um modesto sítio em Atibaia, os grandes motivadores da condenação do ex-presidente Lula, todavia, para muitos, outras situações e atuações do petista estão jogo e seu Habeas Corpus será, ou não, a carta de “crucificação”. O povo está dividido, enquanto muitos gritam seu nome, outros pedem sua prisão, mas uma coisa é certa, nesta páscoa, ninguém poderá lavar as mãos da decisão que for tomada.

Por: - 31/03/2018 às 0:00

 

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