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A angustiante espera por uma cirurgia que só pode ser realizada fora do município

Como ficam os direitos da criança e do adolescente nessa hora? Pergunta de uma mãe que aguarda com o filho, em casa, após ter sofrido fratura no braço

Na tarde desta quarta-feira de cinzas, a reportagem acompanhou o drama de uma mãe. O filho de Rosangela Dias sofreu uma fratura no braço há 15 dias e está esperando, em casa, que a Secretaria de Saúde chame para realizar a cirurgia em outra cidade.

 

V.M.D., 14 anos, fraturou o braço no dia 30 de janeiro. Foi encaminhado para a Santa de Misericórdia, onde fez raio x. Segundo o médico que atendeu o adolescente, precisa ser feito uma cirurgia. Porém, o hospital não realiza, porque não tem “garrote infantil”, necessário para o procedimento cirúrgico.

 

De acordo com Maria Helena Padilha, diretora técnica da Santa Casa, os procedimentos de alta complexidade, principalmente o da traumatologia, não são realizados no hospital porque são fraturas complicadas.  “Nós não temos o garrote infantil para fazer esse tipo de cirurgia. O caso está há 15 dias, entende-se que é um caso de urgência e não uma cirurgia eletiva. Para nós, chegou hoje para assinar, porque o feriadão de carnaval interferiu. Então, em seguida será transferido”, comenta.

 

Rosangela conta que desde segunda, 12, tenta agendar a cirurgia na Secretaria de Saúde, mas para isso necessitava assinatura do médico traumatologista, do diretor geral e da diretora técnica do hospital.

 

Hoje à tarde, reuniu as assinaturas no documento e levou até a Secretaria Municipal de Saúde para encaminhar o tratamento especializado fora do município.

 

Segundo o Secretario de Saúde, Sérgio Aragon, o encaminhamento da negativa da Santa Casa de Misericórdia foi recebido nesta tarde. “O caso do V.M. passa a existir dentro dos nossos encaminhamentos a partir de hoje. É bom esclarecer, que essas referências eletivas, mesmo sabendo que ele tem um trauma, entra na lista de que poderia esperar, mesmo a gente sabendo que é um caso de emergência e deveria estar no hospital”, explica.

Por: Lauren Trindade/AP - 14/02/2018 às 0:00

 

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