PUBLICIDADE faculdade Fael

Esporte

Com a alma de sempre e a forma modernizada

Em março já tem motores roncando na pista do autódromo de Rivera

A reta oposta do autódromo internacional Eduardo P. Cabrera, em Rivera, possibilita aos pilotos que, literalmente, pisem fundo no acelerador. Ao final do trecho, uma curva cega (quando não se enxerga o que vem a seguir) à esquerda e depois conversão à direita para a entrada na reta dos boxes, a principal da pista. Agora, com a mais nova reforma no circuito, o fim da reta oposta não só continua levando o velocímetro ao limite como também passará a proporcionar maior segurança aos pilotos para que consigam contornar a primeira curva com ainda mais tranquilidade.
Antes da reforma, a área de escape era próxima dos 45 metros, em asfalto até a barreira de pneus. Com a modernização, o espaço ganhou mais 20 metros, ficando brita na sequência do asfalto da área de escape, sem contar a adição de mais mil pneus para amortecimento de eventuais impactos nas saídas de pista.
“O autódromo está sempre nesse foco, buscando o crescimento técnico e ir melhorando todos os pontos de segurança dos pilotos, estar sempre homologado para receber provas importantes e também visando gerar esse turismo (esportivo) permanente durante todo o ano, pelo menos uma vez a cada 30 ou 40 dias”, afirma Jhonny Bonilla, diretor ao autódromo de Rivera e que comanda a obra no local.
Este começo de fevereiro marca toda uma preparação do circuito para deixá-lo em condições de receber as corridas programadas para o ano. Para 25 de março tem a categoria Sprint Race, categoria surgida no Brasil em 2012, posicionando-se exatamente entre os torneios regionais e os principais campeonatos nacionais, como a Stock Car e o Brasileiro de Marcas. Nesse mesmo fim de semana de Sprint Race, nos dias 24 e 25 de março, também ocorrem os treinamentos e as provas das categorias Turismo (SAC) de Salto (Uruguai) e a Super Chevettes, que possui representantes da Fronteira como Toco Peralta e Henrique Fernandez.
Dentre os principais eventos, o calendário apresenta em maio etapa do campeonato gaúcho de marcas e pilotos. Depois, em junho, tem desafio internacional de motociclismo entre Brasil e Uruguai. Em outubro, o fim de semana mais esperado da história do autódromo de Rivera, com a Copa Truck (antes era a Fórmula Truck, que correu em 2017 na Fronteira) e etapa do campeonato brasileiro Mercedes Benz Challenge, com mais de 30 carros no grid de largada.
“A gente está em um trabalho árduo para marcar o autódromo no mapa do automobilismo de toda a região do Mercosul, trazendo cada vez mais categorias para gerar o turismo esportivo para Rivera e Livramento”, enfatiza Jhonny Bonilla.
O diretor do autódromo salienta a importância do apoio de empresas locais para não só a manutenção do trabalho que está sendo feito, mas para o uso ainda maior do autódromo por categorias importantes. Conforme Bonilla, se atualmente são trazidos em torno de quatro grandes eventos ao ano, com o incentivo do empresariado local esse número pode dobrar.
“Poderíamos ter mais eventos maiores, mas temos pouco apoio da parte da indústria do turismo, como hotelaria, free-shops e parte de gastronomia. Estaríamos dando mais retorno a eles se tivéssemos um pouquinho de colaboração, com cada empresa colaborando com alguma coisa para o autódromo para termos um caixa para nos ajudar a trazer esse eventos, que não temos mais outros ao ano por causa dessa deficiência econômica que temos por não ter ajuda de ninguém”, destaca Jhonny Bonilla.

Por: Marcel Neves - marcelneves@jornalaplateia.com - 10/02/2018 às 0:00

 

Deixe seu comentário