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Defesa

“Cada comandante tem sua característica”

Há 1 mês teve troca de comando no 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado (7º RC Mec). Nesta semana conversamos com o novo comandante, Tenente Coronel Muxfeldt, que retornou a Sant’Ana do Livramento, onde já havia morado na década de 90, quando seu pai comandou o Regimento. Confira a entrevista especial deste Jogada de Letra.

Jornal A Plateia: Como foi essa sua readaptação à cidade e a todo esse contexto que não é tão novo para o senhor?

Ten. Coronel Muxfeldt: “A adaptação foi muito rápida, já estou estruturado. Rapidamente entrei no eixo do quartel, já que ele tem suas atividades programadas. Já dei minhas diretrizes, o que é natural na troca de Comando, sempre várias são mantidas e algumas são substituídas, mas sempre com o calendário previsto desde 2017, o calendário de atividades e de eventos planejados até o fim do ano. Estamos com o processo de incorporação, na fase final dos conscritos para que no dia 1º de março possamos dar início à formação básica do soldado. Já iniciamos o curso dos médicos, dos sargentos técnicos também está em andamento. Minha adaptação está plena, já instalado e no regimento já perfeitamente adaptado à rotina, o que não é diferente também do que somos acostumados em outros quarteis. A particularidade, sim, é do tamanho do quartel, da região em que se localiza. Já tive a oportunidade de interagir com diversas agências tanto da polícia como com o próprio prefeito municipal, com o nosso judiciário, então já tive a oportunidade dessas conversas. Tive a oportunidade de conhecer Thomaz Albornoz, inclusive levando nosso pessoal recém chegado, como oficial de operações e pessoal que não conhecia a região”.

AP: Como o senhor avalia esse seu mês de trabalho?

Muxfeldt: “Não faço uma avaliação minha própria, não. Procuro buscar metas. Sempre tentamos medir aquilo que não se mensura, por exemplo, a disponibilidade de viaturas. A gente só tem certeza se estamos bem verificando os índices. Procuro agir nisso, se os armamentos e as viaturas tiverem condições, o pessoal com a saúde em dia, as atividades funcionando plenamente durante todo o expediente... Se as atividades estiverem fluindo bem considero que o caminho está sendo correto. Não faço uma autoavaliação, mas uma avaliação do trabalho como um todo para poder reagir onde mereça mais atenção”.

AP: Impor seu estilo pode demorar ou é mais fácil em uma instituição com o nível de organização que tem o Exército Brasileiro?

Muxfeldt: “Não, é mais fácil. De fato, o trabalho é contínuo. Cada comandante tem sua característica, isso é do ser humano. Agora, as ordens são as mesmas e os objetivos a serem atingidos também são os mesmos, mas tenho uma equipe muito boa aqui de oficiais, de subtenentes e sargentos que com grande felicidade eles gostam da cidade. Então é muito comum a esses oficiais e principalmente aos subtenentes e sargentos a rotatividade ser pequena. Quando o miliar sai para outra guarnição, ele acaba voltando para Santana do Livramento. Isso é bom porque gera experiência no quartel, a continuidade fica mais fácil; de fato é um quartel em que a rotatividade não é grande, ela é pequena e quando acontece os militares acabam retornando. Isso é muito bom, essa qualificação, essa competência profissional ajuda a desenvolver o trabalho. Recebendo o cabo e soldado com boa qualificação escolar e com a família apoiando isso facilita também o cumprimento das atividades do Regimento”.

AP: Uma das características de Santana do Livramento é união entre as forças de segurança e, no seu caso, de defesa, o que talvez em outros lugares não se tenha dessa forma. Como o senhor percebeu nesse início essa parceria, essa aliança com as demais forças?

Muxfeldt: “Aqui realmente é surpreendente. Nosso contato com as forças de segurança, nosso contato com os órgãos de Santana do Livramento e posso elencar diversos, ele é bom, a cordialidade é muito boa, não existem vaidades, vaidade é algo que destrói e quem é prejudicado é a ponta da linha, quem necessita do serviço. Não existem vaidades, existe cooperação. No que depender de mim essa cooperação só vai melhorar, essa cooperação tende a melhorar com o que temos de capacidades para apoiar os diversos órgãos para que cumpram bem suas atividades. Isso não é nada mais nada menos do que uma missão que temos em lei complementar com as atribuições subsidiárias em que está previsto o apoio sim aos órgãos diversos que atendem a municipalidade como um todo”.

Por: Marcel Neves - marcelneves@jornalaplateia.com - 10/02/2018 às 0:00

 

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