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Rural

Conheça a história da família que mudou a cara do Pampa

“A reportagem do Jornal A Plateia esteve visitando a Olivo Pampa, propriedade que fica a 30 km da cidade, para conhecer um pouco do pioneirismo de um casal que apostou na produção de oliveiras no Pampa gaúcho.”

Em meio a um belíssimo cenário típico dos campos da fronteira, tendo de um lado o Cerro de Palomas e ao fundo o Cerro da Cruz, está o empreendimento do casal Fernando e Sibele Rotondo que, no ano de 2008, resolveu apostar em Sant’Ana do Livramento e mudaram-se para cá com a missão de tornar os campos da região, que até então eram tradicionais na produção de pecuária, em olivais.
Tarefa que não foi nada fácil. Após um estudo bastante detalhado das melhores áreas do Brasil para o cultivo de oliveiras, o casal descobriu que as terras da fronteira com o Uruguai tinha todas as características necessárias para a produção de azeitonas. Após um processo intensivo de pesquisas, consultas, visitas a diversas regiões produtoras, avaliação dos estudos de zoneamento agroclimáticos da região realizados pela Embrapa Clima Temperado e pela Universidade de Califórnia, Davis, eles resolveram investir na região.
A topografia suavemente ondulada, representada pelas coxilhas arenosas e cercada pelos belíssimos cerros, constitui uma paisagem marcante que, sem dúvida nenhuma, harmoniza com os olivais. A primeira dificuldade encontrada pelo casal foi a disponibilidade de mudas aptas ao plantio nesta região em função das variáveis climatológicas.A partir deste fato surgiu, no ano 2009, o viveiro de mudas, o olival e a consultoria Olivopampa.
“Partimos então, para a importação e comercialização de azeites genuinamente extravirgens, todos de altíssima qualidade, com origem nos dois hemisférios para garantir um frescor e qualidade diferenciada no mercado brasileiro. Simultaneamente, iniciamos um processo de difusão da qualidade dos azeites, através de palestras e de eventos de degustação e harmonização de azeites. Para acompanhar e garantir a qualidade de nossa nova produção, contratamos uma consultoria internacional de gestão do lagar (local onde se espremem as azeitonas). Sebastian Correas de Mendoza, Argentina liderou nossa produção em 2014 e 2015” destaca Fernando Rotondo .

Início de produção

A partir de março de 2014, foram produzidos os primeiros azeites de azeitonas sadias colhidas à mão, no seu melhor ponto de maturidade. “Já em 2015, depois de investir num lagar próprio, moderno. Conseguimos produzir os azeites da colheita do ano, no olival. Com isto os ganhos na qualidade foram muito significativos pois as azeitonas foram processadas dentro de poucas horas de colhidas, em casa”, comenta o proprietário.

Processo artesanal

O casal, a partir do início da produção, começou de uma forma bastante natural receber várias pessoas interessadas e conhecer o olival. Fator que veio a somar no projeto inicial que era produção de azeite de oliva e azeitonas de mesa. O olivoturismo, hoje, tem sido a segunda fonte de renda da propriedade, todos os meses, turistas e pessoas ligadas ou interessadas no setor, querem conhecer mais sobre o seguimento, vão até à Olivo Pampa onde são recebidas pelos proprietários para uma visitação onde é possível passear por dentro da fábrica e conhecer os estágios da produção. Além, é claro, de provar o azeite “Ouro de Santana”, marca criada pelos produtores e comercializada diretamente na propriedade.

Abertura da colheita 2018

A equipe do Jornal A Plateia acompanhou, nesta semana, parte da colheita que está em pleno vapor. Segundo Fernando Rotondo, a propriedade cultiva hoje 9 tipos de azeitonas em 40 hectares plantados tendo, atualmente, 14 pessoas trabalhando diretamente na colheita.

Desenvolvimento e turismo

O secretário de Desenvolvimento e Turismo, Calico Grisólia, que esteve junto, durante a visita,  destaca a importância do empreendimento para a região que já se tornou uma referência no cenário nacional quando o assunto é produção em oliveiras. “Este é um empreendimento que está ajudando na diversificação da nossa matriz produtiva. A Olivo Pampa tem tido um papel muito importante na última década motivando mais produtores em investir na olivocultura, pois ela está provando a lucratividade desta atividade, não apenas no Rio Grande do Sul e Brasil. Provando as características positivas do nosso terroir do parelalo 31, tanto para a questão da uva quanto para a cultura das oliveiras. E o nosso papel, enquanto governo, é apoiar este e outros projetos positivos para o nosso município” encerrou. 

Por: Matias Moura - matiasmoura@jornalaplateia.com - 10/02/2018 às 0:00

 

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