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Rural

Colheita de soja em Livramento será iniciada no mês de abril

Neste ano, a perspectiva é uma queda de 20% referente às condições que o clima vem apresentando, pois as chuvas foram variáveis

A soja é o principal produto agrícola do Estado. Nesta safra deve ter um desempenho dentro da normalidade histórica, segundo a Emater.
Não será mais um ano de recordes, como já era esperado, mas também não deve ser, na média, um ano de grandes perdas. A falta de chuva muitas vezes complica o desenvolvimento das plantas e compromete a colheita.
Muitos produtores já se encontravam seriamente preocupados com a prolongada falta de chuvas e suas possíveis consequências. Cabe agora esperar que o regime pluviométrico se regularize, dando condições de recuperação às plantas, tendo em vista que a maioria das variedades utilizadas atualmente é de ciclo indeterminado. Tal característica permite que a planta emita várias camadas de flores, desde que tenha umidade suficiente no solo e luz.
Atualmente, o município de Sant’Ana do Livramento tem aproximadamente 150 produtores, distribuídos em 45 mil hectares, variando muito a área que cada um utiliza, pois têm produtores assentados da reforma agrária que são grandes produtores.
De acordo com Mário Gonzales, engenheiro agrônomo e chefe do escritório municipal da Emater, “a expectativa de produção se dá em torno de 2 mil e 400 kg, ou seja, 40 sacas de 60 quilos.
Este ano, a perspectiva vai ser de algum tipo de queda, já estamos esperando em torno de 20% de perda pelas condições que o clima vem apresentando, pois as chuvas dos últimos meses foram muito variáveis”, comenta.
O período para plantação de soja mais favorável é de 15 de outubro a 15 de novembro.
A reportagem do Jornal A Plateia acompanhou uma lavoura de 200 hectares que está na fase de floração e enchimento.
No dia 20 de abril, já pretendem iniciar a colheita. O preço médio da saca de 60 quilos está em R$62,95.
Depois de colhidos, aqui no município, os grãos podem ser entregues na Agrosoja - empresa que faz o beneficiamento e encaminha para exportação. Uma grande parte ainda vai para o município de Rosário.
“A soja não é beneficiada, é simplesmente seca e enviada sem nenhum processamento industrial, enviada como grão.
Não tem um ganho na questão da modificação para fábrica de óleo e farelo, simplesmente é entregue e vendido o grão”, explica Mário.
Um problema que as lavouras encontram são as doenças. Para o controle das pragas, as lavouras seguem os tratamentos preventivos, principalmente contra a ferrugem asiática – a importância econômica da ferrugem asiática no Brasil pode ser avaliada pela sua rápida expansão, virulência e pelas perdas causadas.
Com relação às pragas nas unidades de referência técnica do Programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), até o momento, se nota baixa incidência de insetos-praga; há presença apenas de alguns exemplares da falsa medideira e lagarta da soja.
Segundo técnicos, devido ao baixo índice de desfolha apresentado na maioria das lavouras, não haveria necessidade de se fazer o controle químico da praga.
Esse manejo é pouco seguido por muitos agricultores, que preferem aplicações preventivas de inseticidas junto com fungicidas.

Por: Lauren Trindade - redacao@jornalaplateia.com - 03/02/2018 às 0:00

 

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