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FREE SHOPS NA FRONTEIRA: UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

A instalação dos free shops nas cidades-gêmeas de fronteira do Rio Grande do Sul representa bem mais do que apenas a esperança de um futuro melhor para o comércio de nossa região. Trata-se de uma questão de sobrevivência para municípios que sofrem com o êxodo de famílias, a perda de competitividade e malabarismos para honrar suas contas.
Embora esteja em uma posição geográfica estratégica, a Fronteira-Oeste muitas vezes não é encarada desta maneira pelo Estado e pelo País. A distância dos grandes centros é um empecilho natural para que a região seja priorizada em áreas vitais como saúde, educação, segurança, agricultura, energia, entre outras. Por aqui, temos que lutar o dobro para sermos vistos e atendidos da mesma forma que outras localidades.
Além disso, por estar muito próxima da linha divisória com países do Mercosul, a fronteira enfrenta uma dura concorrência do lado de lá, especialmente das cidades que já possuem lojas francas e, assim, conseguem atrair compradores que deveriam estar gastando seu dinheiro do lado brasileiro. Essa dura e complexa realidade, de concorrência desleal e desestímulo fiscal, contribui para a perda de postos de trabalho, o êxodo local e a consequente queda de arrecadação. O que faz com que alguns municípios sofram até mesmo para conseguir honrar suas contas mais básicas, como água e energia.
Por conta deste ambiente amplamente desfavorável é que as lideranças políticas, entidades e representantes da sociedade civil estão totalmente engajadas na regulamentação da Lei, aprovada em 2012 pelo Congresso Nacional, que cria as lojas francas no País. Diversos avanços neste sentido já foram obtidos, com o auxílio imprescindível do trabalho liderado pelo deputado Frederico Antunes na Frente Parlamentar em Defesa da Instalação de Free Shop nas Cidades Gêmeas de Fronteira, e do trabalho árduo de prefeitos, associações e entidades de toda a fronteira, que serão beneficiadas diretamente diante desta nova realidade. Estamos a um passo de obtermos a tão sonhada conquista.
A Instrução Normativa que regrará a criação das lojas francas precisa se enquadrar à realidade local, para que mais empresas possam aderir ao regime aduaneiro especial e, assim, competir em condições de igualdade com as cidades-gêmeas dos outros países. Este é o intuito de todos os que lutam por uma fronteira mais forte, pujante e desenvolvida. Esta é a intenção dos que estão imbuídos em construir um novo futuro. O momento, portanto, não é de lançar dúvidas ou questionamentos sobre o tema, e sim de continuarmos convergindo esforços em um mesmo sentido. Por nossa sobrevivência.

 

Câmara dos Dirigentes Lojistas de Jaguarão
Associação Comercial e Industrial de Santana do Livramento - ACIL
Associação Comercial e Industrial do Chuí
Câmara dos Dirigentes Lojistas de Santana do Livramento
Associação Comercial e Industrial de Jaguarão
SINDILOJAS JAGUARÃO
SINDILOJAS Santana do Livramento
Prefeitura de Santana do Livramento
Prefeitura de Jaguarão
Prefeitura de Uruguaiana
Frente Parlamentar em defesa da Implantação de Free Shops em Cidades Gêmeas de Fronteira

Por: - 13/01/2018 às 0:00

 

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