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Política

Livramento de ponta a ponta

Secretário de Obras vai às ruas de Sant’Ana do Livramento com a Reportagem do Jornal A Plateia e mostra os pontos positivos e os negativos após um ano à frente de três secretarias chaves de prestação de serviço, no Município

Um dos principais problemas apontados pelos santanenses, ainda durante as eleições de 2016 foi as condições de trafegabilidade nas ruas e avenidas do Município. O problema também não é de hoje. Sant’Ana do Livramento, ao longo dos anos, com a passagem dos Governos, as dificuldades, principalmente geradas pelo acúmulo dos buracos, é uma presença constante na pauta de ações da Secretaria de Obras.
Passado um ano do trabalho do secretário Ricardo Dutra, que é responsável pelas Pastas de Obras, Trânsito e Serviços Urbanos, saiu com a Reportagem do jornal A Plateia pelas ruas da cidade. A ideia era mostrar o que já tinha sido realizado em 12 meses de Governo e mais, o que ainda falta para que seja o ideal na cidade.
Ricardo não teve censura e, em seu carro particular, conduziu a equipe de reportagem para uma rota nas vias do Município. Saindo da sede do Grupo A Plateia: a primeira parada foi na avenida Tamandaré esquina com a Rivadávia Corrêa. No local, Ricardo relatou um dos seus principais desafios: recapear o trecho da terminal de ônibus central, local que durante meses ficou aberto, como se fosse uma via de chão batido, após uma manutenção na rede do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Aliás, o DAE foi um dos assuntos que mais o secretário ressaltou. Segundo ele, uma porcentagem muito grande dos buracos que causam transtorno aos munícipes são abertos pela autarquia para fazer manutenção.

Rotatória binacional

Dando seguimento, Ricardo passou pela Praça Argentina, que outrora foi ocupada por trailers, mas que foi revitalizada e dada à manutenção pela Prefeitura. A poucos metros, o secretário mostrou o primeiro símbolo efetivo de trabalho entre a Prefeitura de Livramento com a Intendência de Rivera: a rotatória da avenida João Pessoa, que dá acesso às vias de Rivera e Livramento, bem na divisa entre o Brasil e Uruguai. 

A polêmica

Mais à frente, um assunto que gerou repercussão negativa e muita discussão no Palácios Moysés Vianna: a ciclofaixa. O atendimento a um pedido de providências que partiu da Câmara de Vereadores respingou no Governo. Durante a passagem pelo local, o secretário Ricardo Dutra disse que foi feito um estudo, ou seja, não foi um simples ato unilateral, mas sim, com autorização do Conselho. A sinalização ainda precisa ser instalada definitivamente e, segundo ele, a ciclovia já está sendo pensada para o Plano de Mobilidade que será elaborado.
Já na avenida Hector Acosta, a próxima parada da Reportagem foi em uma rua lateral, a Isaías Pereira de Castro, que recebeu o rejeito de asfalto, e possibilitou uma rua sem poeira ainda no primeiro semestre do primeiro ano de Governo. Para o secretário tudo faz parte do diálogo. “A empresa de asfalto me avisou que tinha um rejeito e me perguntou se não queríamos colocar em alguma rua e então eu indiquei essa”, disse ele.

De outras Administrações

De volta na avenida Hector Acosta, desta vez na esquina com Saldanha da Gama, o secretário falou sobre outro feito no primeiro ano de governo: a sinaleira. Ricardo Dutra contou que foi necessário fazer alguns ajustes ao projeto da administração passada, mas ficou feliz por proporcionar mobilidade urbana já no primeiro ano do governo.
Na avenida Saldanha da Gama, em direção ao centro, o titular da pasta de Obras se depara com um novo buraco do DAE, e diz que tem conversado com a autarquia para que assuma a responsabilidade de fechar os buracos que abre. Mais à frente, na esquina com a rua Salgado Filho, um ponto crítico com vários pequenos buracos, e o engenheiro explicou que é um ponto que precisa ser recapeado em sua integralidade. “Nós até tapamos os buracos, mas como a via está tão danificada e antiga, temos que recapear, só o tapa buracos não vai adiantar”, acrescentou ele.

Uma visão diferenciada

Após aquele ponto a Reportagem do jornal A Plateia seguiu com o secretário para o Cerro do Caqueiro. No local foi possível ter uma visão melhor de como está estruturada uma parte de Sant’Ana do Livramento. Neste ponto o secretário diz que é necessário que se pense na cidade como um todo. Do alto, Ricardo mostrou alguns pontos em que hoje estão desabitados e que os governantes poderiam desenvolver antes de construir vilarejos mais afastados, fazendo com que o Município precise criar outra estrutura de serviços ao invés de investir na que já existe.

Recursos em vista

O secretário ainda destacou que em algumas vias que precisam ser feitas os recapeamentos e manutenções, provavelmente poderão acontecer ainda neste ano com o programa do Governo Federal chamado Avançar Cidades. “Estamos trabalhando para isso. Teremos R$20 milhões para investir em calçadas, abrigos de ônibus, ciclovias, pavimentação asfáltica e com paralelepípedos, além de recapeamento”, explicou ele. “Também estamos separando um pouco de recursos próprios, com a redução de diárias e horas extras além de aumentar a expectativa de receitas e investir em infraestrutura”, comentou.
Com os investimentos de terceiros no Município, Ricardo Dutra disse que só em 2018, fazendo um cálculo básico das suas três Secretarias e de projetos que por ela passam, é possível que o montante de investimento em Livramento passe dos R$260 milhões.

Avaliação e futuro

Ao fazer uma avaliação de 2017, e uma previsão para 2018, Ricardo foi enfático ao dizer que houve avanços já no primeiro ano do Governo. “Acredito que houve muitos avanços e um deles foi que o servidor público se sentiu mais parte do processo. Os adjuntos são servidores públicos. Eles estão envolvidos, mesmo nós sabemos que ainda falta uma estrutura. Melhoramos, mas ainda é pouco, precisamos fazer mais”, disse.
“O orçamento do Município é muito limitado e os recursos da Prefeitura nós não inventamos. Então, tem que tentar buscar, através de uma organização dentro do Planejamento captar recurso do Governo Federal como do Estadual. O Governo Federal vai lançar o Avançar Cidade, nós temos que ter a nossas negativas, colocar a casa em ordem, teremos que investir em técnicos, em profissionais da Prefeitura. Nós não vamos fazer mágica e fazer coisas muito diferentes com os recursos que a gente tem”, complementou Ricardo.
O secretário finalizou destacando que em 2017 foi possível dobrar o orçamento das Obras. “2018 continuamos o trabalho e começamos a colher frutos. Capital, obra e emprego está tudo interligado, a população precisa de emprego, moradia. As pessoas não querem que tu vás entregar cesta básica na casa delas, elas querem trabalhar e comprar. Para isto precisa-se de capital, emprego, obras”, finalizou.

Recursos históricos

Da avenida Franscisco Reverbel de Araújo Góes, a Reportagem seguiu até o bairro São Paulo. Na rua Egídio Mihaelsen, o secretário Ricardo mostrou os desafios e falou dos planos de pavimentação da rua, seja com asfalto ou material irregular. Mostrou e reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos moradores da região e destacou o trabalho de reconstrução da ponte, na mesma via, que havia sido inutilizada pela enxurrada de abril de 2017. “Esta é uma obra feita com o recurso da Defesa Civil em um trabalho bem feito pelos nossos servidores”, contou Ricardo mencionando o recurso histórico conquistado pela primeira vez pelo Muncípio.
A incursão continuou fazendo trajeto pelo bairro Armour, Tabatinga, Parque do Sol entre outros. O secretário mostrou a reestruturação das vias de acesso aos principais bairros e vilas de Livramento nessas regiões. Destacou que está fazendo, em conjunto com os servidores, a elaboração de projetos de emendas para se fazer as manutenções e obras no Município.

Por: Administrador - 13/01/2018 às 0:00

 

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