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Nomofobia: O mal do século XXI

O vício que vem tomando conta da população mundial na última década pode gerar vários problemas. Um deles é o medo de ficar sem celular, conhecido como: Nomofobia.

Os números do comércio 

Em conversa com a gerência da loja Magazine Luiza, Unidade Santana do Livramento, apurou-se que em média 350 aparelhos foram vendidos mensalmente, desde a inauguração da loja, há três meses. Na loja Colombo, mais de 30% do faturamento é voltado às vendas de celulares e planos de internet para as linhas habilitadas. Segundo o gerente, muitos consumidores retornam à loja para adquirir um novo modelo antes mesmo de concluir o pagamento das parcelas do último celular comprado. Nas representantes das Operadoras Claro e Vivo da cidade a média de venda é de 200 à 300 linhas habilitadas mensalmente. 

Os especialistas

Em conversa com o psicólogo Vinicius Lobato, ele fala um pouco sobre o que se sabe dessa doença e quais os níveis de vício que ela apresenta.
“A tecnologia vem como facilitadora na nossa vida, principalmente quando há distância do nosso lar. Sem ela a gente não trabalha, e perde um pouco da questão social e do entretenimento. Tem chegado para nós, da área da saúde, esse vício pelos celulares como algo novo, pois surgiu na última década. Uma pesquisa feita nos EUA com alguns adolescentes, deixando-os longe dos aparelhos celulares, resultou na percepção de uma crise de abstinência”, disse ele. Dado que é constatado a cada dia na convivência com os jovens, que utilizam o aparelho em todo momento e em qualquer lugar, atrapalhando sua convivência social, relacionamentos, desempenho escolar, dentre outros. Em nosso país o Datafolha realizou uma pesquisa em que diz que: 40% dos jovens brasileiros são inclinados a ter vícios pela tecnologia.

Os vícios

Os níveis do tecnovício segundo o Instituto Delete:
1- Segurança: quando a pessoa começa a perder o contato com o mundo real, cortando a convivência social primária, que corresponde: olhar, diálogo, toque e o laço familiar. Muitas vezes a família se comunica apenas pela internet, mesmo morando na mesma casa.
2- Relevância: quando a vida virtual passa a ser mais importante, ou seja, a tristeza quando não há curtidas em algum material compartilhado, ouvir sons de notificações em sua própria cabeça, necessidade de compartilhar algo a todo momento.
3- Tolerância: sentir necessidade de estar conectado o tempo todo, caso contrário gera uma depressão.
4- 4- Abstinência: se não conectada a pessoa fica tensa, nervosa, ansiosa, irritada.
5- Contato social: queda da produtividade no trabalho, queda no rendimento escolar, brigas com familiares e pessoas próximas. Os relacionamentos também são afetados, pelo fato de não ter costume do contato ao vivo. “Outro problema decorrente é a inibição da melatonina, hormônio responsável pelos ciclos do sono” disse Vinicius.

Existem soluções 

Soluções mais viáveis para este problema são: processos de psicoterapia, de alto conhecimento, para investigar a origem do problema e poder trabalhá-lo, hipnose, tratamento psiquiátrico, com medicamento.
Após as informações disponibilizadas pelos profissionais acima, o jornal A Plateia foi às ruas para saber da comunidade, se as informações acima se encaixam com os dados apurados.
As perguntas realizadas para alguns jovens questionando hábitos que apontam, ou não, os tecnovícios.
As abordagens sobre: repreensão pelo uso contínuo do aparelho celular; fuga da solidão; perda de sono; agonia com a distância do telefone e a capacidade de ficar longe do telefone, foram respondidas pelos entrevistados e ambos alegaram repreensão da família e professores, o que mostra visível a mudança de hábito. Nas demais perguntas todos admitiram a fuga da solidão, perda do sono. Mas um fato positivo é a capacidade de ficar longe do aparelho, quando necessário, sem gerar nenhuma preocupação.

- No final de 2014, o Brasil já era o 6º mercado mundial de smartphones, superado apenas por China, EUA, Índia, Japão e Rússia;

- No segundo trimestre de 2015 o número de brasileiros que usaram o smartphone para acessar a Internet ultrapassou a marca de 72 milhões, representando um aumento de 23,5% em relação ao semestre anterior;

- O número de internautas brasileiros que realizaram pagamentos através de seu smartphone dobrou em um ano, passando de 21% no final de 2014 para 46% em 2015 (dados de dezembro de 2015);

- 41% dos internautas brasileiros já realizaram pelo menos uma operação de compra de mercadorias físicas usando seu smartphone (dados de setembro de 2015);

- Em 2014 as compras por smartphone totalizaram R$15,1 bilhões, representando mais de um sexto do e-commerce brasileiro. Em novembro de 2015 essa marca já estava próxima de 20%, indicando que, praticamente, um quinto das compras já é realizado através do smartphone;

- Em pesquisa no mês de novembro de 2015, 20% dos donos de smartphones possuíam algum aplicativo pago, e 45% realizaram algum tipo de compra “in-app” (isto é, de dentro de um aplicativo);

- Os donos de smartphones no Brasil possuem, em média, 15 aplicativos instalados (dados divulgados em dezembro de 2015), e o Whatsapp está presente em 93% dos aparelhos;

- 88% dos brasileiros que possuem smartphone usam o aparelho para trocar mensagens (dado de dezembro de 2015). Embora a percentagem de jovens seja naturalmente mais alta, 70% dos usuários com mais de 55 anos realizam operações do tipo.

- Aproximadamente 73% dos brasileiros que possuem smartphone não saem de casa sem ele e, para os jovens, é o item mais importante a ser levado a um evento, à frente de documentos e dinheiro (dados de junho de 2013);

O brasileiro e o uso do celular 

Outros números interessantes referentes às estatísticas de uso de celular no Brasil mostram o quanto a mobilidade está presente no dia a dia dos brasileiros. Os dados foram obtidos pelo Opus Software após pesquisa no ano de 2016.

Por: Fabrício Lemos - redacao@jornalaplateia.com - 12/01/2018 às 0:00

 

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