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Defesa

Sétimo: Muxfeldt no Comando

Em formatura militar realizada ontem, no 7º RC Mec, Tenente Coronel assumiu posição na Guarnição Federal de Sant’Ana do Livramento. Confira a entrevista com o comandante Muxfeldt

“O Comandante é mais uma peça na engrenagem de um quartel”

O 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado (7º RC Mec) está com novo comando. Agora é tudo com o Tenente Coronel Rogério Arriaga Muxfeldt, que já está na posição antes ocupada pelo Coronel Carlos Alexandre de Souza. A passagem do comando foi ontem à noite, em solenidade no Sétimo. Muxfeldt retorna a Sant’Ana do Livramento, seguindo os passos de seu pai, Virgílio Ribeiro Muxfeldt, que comandou o 7º RC Mec há 30 anos, e alcançou o posto de General de Exército. Confira a entrevista com o Comandante Tenente Coronel Rogério Arriaga Muxfeldt.


Jornal A Plateia:
Um resumo de sua carreira militar.

Ten. Cel. Rogério Arriaga Muxfeldt: “Ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1991. Após minha formação na Academia Militar das Agulhas Negras, em Rezende, em 1995, como oficial de Cavalaria, fui aspirante para Santa Rosa, no 19º RC Mec. De lá até hoje passei pelo esquadrão em Boa Vista, em Roraima; tive a oportunidade de ser instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, também tive a oportunidade de comandar o 8º esquadrão de cavalaria em Porto Alegre. Sou oriundo agora da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde estava na função de instrutor. Estive no Haiti, comandando tropa de cavalaria, participei junto com nossos amigos argentinos em curso de Estado Maior em Buenos Aires e estive no próprio curso do Estado Maior no Rio Janeiro, antes de ser instrutor. Ainda participei do Estado Maior da 6ª Divisão de Exército em Porto Alegre”.

AP: Seu pai comandou o Sétimo de Cavalaria. De que forma isso pode contribuir com seu iminente Comando?

Ten. Cel. Muxfeldt: “Exatos trinta anos. Meu pai assumiu aqui há trinta anos e agora tenho essa felicidade e o Exército me deu essa alegria, essa surpresa. Eu era pequeno essa época e foi quando decidi ingressar no Exército. Na visão das atitudes dele tive o exemplo como forma de ingressar na carreira. O exemplo dele como comandante e como pai me motivou muito”.

AP: Como é ocupar esse posto que, em determinada época, teve a presença de Virgílio Muxfeldt, seu pai? Até que ponto sua responsabilidade é diferenciada em relação a de outros comandantes?

Ten. Cel. Muxfeldt: “O comandante é mais uma peça na engrenagem de um quartel. Depende da cooperação, da vibração, da atitude e do compromisso militar de todos, mas, com certeza, é o comandante que tem de decidir. Tem um momento que a direção deve ser dada pelo comandante. Com certeza o trabalho de todos em suas funções é uma engrenagem que faz funcionar o quartel”.

AP: De que forma a relação familiar histórica com Santana do Livramento pode contribuir com sua jornada nesta terra?

Ten. Cel. Muxfeldt: “Posso dizer que estou retornando; vivi dois anos aqui, estudei no Colégio Estadual, o Liberato. Trinta anos é muito tempo assim para reconhecer pessoas, até pela própria movimentação dos militares que acontece. Dou um exemplo: o Tenente Coronel Goulart, que é o subcomandante atual, na época era criança comigo, está aqui e indo embora também, mas pude reencontrá-lo aqui em Sant’Ana do Livramento. É um momento de rever, de relembrar a cidade e, principalmente, viver o quartel”.

AP: O que o senhor projeta para seu tempo de Comando? E quando seu tempo de comando encerrar e o senhor olhar para trás, o que espera ver como reflexo de seu trabalho?

Ten. Cel. Muxfeldt: “O Sétimo de Cavalaria é uma unidade centenária, já tem uma tradição por si só, é reconhecido no Brasil pelo Exército, ele sabe como se deslocar, como cumprir suas missões, sabe como cumprir seu ano. Espero contribuir, penso que cada comandante que passa tem que contribuir com uma parcela de crescimento para o quartel, com uma parcela de crescimento para o Exército, e que Deus proteja a todos nós, proteja a toda essa tropa e tenha proteção em minhas decisões também para que esses dois anos sejam tão excelentes e maravilhosos assim como o Coronel Carlos teve a oportunidade de senti-los”.

Por: Marcel Neves/AP - 11/01/2018 às 0:00

 

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