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Bem-estar

EXERCÍCIO FÍSICO X DIABETES

Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos proporcionaram o surgimento de um estilo de vida menos ativo. As grandes modificações nos hábitos alimentares, associadas à redução dos níveis de atividade física, provocaram grande impacto na saúde de grandes populações, favorecendo a ocorrência de doenças crônico-degenerativas, como o diabetes mellitus (DM).


A hiperglicemia crônica, tanto no diabetes mellitus tipo 1 (DM1) quanto no diabetes mellitus tipo 2 (DM2), é associada a complicações micro e macrovasculares, afetando rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Além disso ambos os tipos associam-se com maior risco cardiovascular, aumentando de 4 a 8 vezes a mortalidade em seus portadores, quando comparados a indivíduos não diabéticos de mesma idade. A prevalência de DM1 é de apenas 5% a 10% dos casos totais da doença, sendo os outros 90% a 95% dos casos, correspondentes ao DM2.


O DM2 caracteriza-se basicamente pela diminuição da sensibilidade do organismo à insulina. O exercício físico regular promove sensível melhora do diabetes em pacientes que se exercitam regularmente, devido à potencialização da ação da insulina na musculatura, auxiliando no controle da glicemia desses indivíduos.


O controle glicêmico é o principal fator que interfere sobre a concentração lipídica dos pacientes com DM. Indivíduos com DM1 descompensados têm níveis mais altos de triglicérides quando comparados a não diabéticos. Em portadores de DM1, estudos têm demonstrado que os exercícios físicos são capazes de promover melhora no perfil lipídico independentemente da melhora do controle glicêmico. Muitos indivíduos com DM1 apresentam hipertensão arterial sistêmica (HAS). Em hipertensos, o treinamento físico dinâmico é capaz de promover redução dos níveis pressóricos de repouso.


A obesidade representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes. A medida que a pessoa vai se tornando obesa, ocorre redução no número de receptores de insulina, redução da sensibilidade à insulina, ou até mesmo as duas coisas. O efeito do exercício físico sobre a sensibilidade à insulina tem sido demonstrado de 12 a 48 horas após a sessão de treinamento, porém volta aos níveis pré-atividade de 3 a 5 dias depois da última sessão de treino, o que evidencia a necessidade de se praticar exercício com frequência e regularidade.


Os pacientes diabéticos em geral podem participar dos mesmos tipos de exercícios que os não diabéticos para seu treinamento físico, sendo a frequência ideal 5 a 7 vezes por semana.

Entretanto devido à grande variabilidade individual no estado de controle e na resposta apresentada pelo paciente no exercício, é fundamental que o programa de condicionamento físico para esta população tenha prescrição individualizada, possibilitando a aquisição saudável e segura de seus benefícios. Antes de iniciarem um programa de exercícios físicos, indivíduos diabéticos devem passar por uma avaliação detalhada.

Uma Dica de:
Bruno Conde Rodrigues – Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória. CREFITO 5º R 96.803
Telefones: 3241 3921 – 98127 6593
Rua: 13 de Maio, nº 531.

Por: - 03/01/2018 às 0:00

 

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