PUBLICIDADE

Bastidores

O “morde a língua” de Edu

Depois de ser obrigado a fazer quase que um “desmentido” na imprensa a respeito da notícia publicada em veículos da Capital do Estado de que a Fazenda Lolita seria mesmo levada a leilão, apesar da mobilização de vários políticos locais e da afirmação que havia ouvido do secretário Schirmer de que isso não aconteceria, o deputado estadual Edu Olivera teve na finaleira do ano o coroamento de seus esforços: o leilão de bens do Governo do Estado não vai incluir o estabelecimento da Brigada Militar na região de Cerros Verdes, em Livramento. Edu publicou nas redes sociais um “flyer” comemorativo a seu primeiro ano completo como deputado mas não tocou no assunto. Quem apostou contra, teve que morder a língua. Talvez agora sirva como motivação para que ele passe a ser mais procurado, mais “usado” pelas lideranças locais como representante santanense na Capital – reclamação, aliás, que ele próprio tem feito seguidamente.

Previsões 2018

Se alguém espera um ano tranquilo em 2018 na política santanense, pode tirar o cavalinho da chuva, porque ele poderá se molhar muito. Já no começo do ano deve repercutir a decisão da vice-prefeita Mari Machado de buscar na Justiça reparação para as ofensas de que foi vítima em mensagem, feita em um grupo privado no WhatsApp pelo líder do Governo na Câmara, Vereador Garrão, vazada quando repassada por membros do próprio grupo. Além disso, o ano também deverá ambientar desdobramentos de processos que correm nas esferas jurídicas, envolvendo nomes de vereadores e de outras figuras públicas – isso, óbvio, além das questões do transporte escolar e denúncias sobre obras públicas inacabadas ou mal concluídas. Vai ser um ano cheio.

Relações protocolares

A julgar pela reação dos vereadores da base governista às conversas – legítimas, já que a política envolve exatamente a arte de conversar – de um de seus membros com representantes da oposição, no processo de eleição da Mesa da Câmara, não se poderá esperar muito também das relações do Executivo com o Legislativo, em 2018. Assim como “excluíram” o vereador em questão no “rateio” de cargos, os vereadores da base também sabem que a preferência do próprio Prefeito era uma Mesa mais próxima do Governo, ou seja, o Prefeito também teria feito movimentos “contra” os interesses do grupo. É uma dedução lógica. Isso quer dizer que a própria visita dos vereadores da base ao Prefeito e o simbólico círculo de oração durante o encontro não passam de parte da necessária relação protocolar entre os Poderes. Meramente protocolar, contudo.

Curiosidade

Após ter feito a promessa de doar para entidades assistenciais a diferença salarial correspondente à reposição aprovada pela Câmara de Vereadores na legislatura passada para a atual – a qual, certamente, deverá comprovar ter cumprido em sua prestação de contas das atividades de 2017 –, Danúbio Barcellos vai doar também a diferença sobre o subsídio extra que receberá como presidente da Casa, em 2018?

Por: ediselgarte@jornalaplateia.com | WhatsApp (55) 84296522 - 30/12/2017 às 0:00

 

Deixe seu comentário