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Polícia

“Vou colocar a farda e vou seguir na luta”

O policial Everton Rafael Gomes Sena, 37 anos, esteve envolvido em ocorrência que iniciou com assalto a posto de combustíveis e depois se estendeu ao Parque São José, onde um estabelecimento comercial também teria sido alvo. O Soldado acabou levando um tiro quando estava no Parque São José na caça a criminosos. Nessa quarta-feira conversamos com ele.

A Plateia: Já tinha passado por esse tipo de situação alguma vez? O que passou por tua cabeça naquele momento?

Soldado Sena: “Já tinha passado por essas experiências só que em Parobé. O que passa pela cabeça da gente na hora é a proteção individual, a gente quer se proteger na hora, é o único que passa. Infelizmente não tive o que fazer; no momento em que encontrei uma área para me proteger foi nesse momento que levei esse segundo disparo que me pegou no tórax”.

A Plateia: O que aconteceu naquele dia?

Sd. Sena: “Passaram para nós que tinham assaltado um posto de combustíveis aqui no centro. Estávamos nos deslocando para lá, para dar apoio a outra guarnição que tinha ido ali e no deslocamento a sala de operações nos informou que estava tendo um assalto no Parque São José em um estabelecimento comercial de indivíduos com as mesmas características (dos que assaltaram o posto). Quando estávamos indo para lá informaram que esses indivíduos haviam deixado um em uma igreja próximo e que a moto tinha saído do local. Estávamos a 80 metros dessa igreja; chegamos, adentramos, só que era muito escura a lateral da igreja. Quando vi um vulto no fundo, dei a ordem de parada para o indivíduo para identificá-lo, momento em que começou a atirar. Efetuou um disparo, revidei buscando minha segurança e fui recuando até encontrar uma área na frente da igreja. Quando encontrei essa área ele deu outro disparo e foi quando me feriu”.

AP: Como é naquele momento: acaba levando o tiro e qual a reação seguinte?

Sd. Sena: “É uma paulada que se leva na caixa do corpo. Senti uma ardência, uma queimação muito forte e falei para o colega: ‘acho que fui baleado, dá uma olhada para mim’. Tirei o colete rapidamente, mas não tinha sangue, não tinha nada. Até entrei em dúvida. O colega revisou bem, viu que eu estava ferido, me colocou na viatura e me levou até o pronto socorro. Agradeço ao pessoal do pronto socorro, sem palavras para agradecer aos enfermeiros, aos médicos”.

AP: Como é a partir de agora para ti? O que muda, se é que muda alguma coisa?

Sd. Sena: “É o nosso serviço. Nós brigadianos não somos super-homens, não somos nada, somos um trabalhador comum e temos que estar preparados para isso. Vou colocar a farda e vou seguir na luta”.

Por: redacao@jornalaplateia.com - 07/12/2017 às 0:00

 

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