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Política

Contra a Reforma da Previdência, sindicalistas vão às ruas santanenses protestar

Centenas de pessoas tomaram o centro da cidade para se manifestar contra os projetos que podem ser colocados em votação nesta semana pelo presidente da Câmara dos Deputados. A mobilização foi feita no dia em que os professores estaduais somam 90 dias de greve

Mais um dia de mobilização tomou conta de Sant’Ana do Livramento na manhã dessa terça-feira (05). Com centenas de pessoas na rua dos Andradas e Rivadávia Corrêa, as centrais sindicais organizaram um protesto que terminou na esquina democrática, com um só objetivo: a contrariedade da aprovação da Reforma da Previdência que está no Congresso Nacional, em Brasília.
A manifestação em Livramento acompanha as demais mobilizações em todo o Brasil que também foram realizadas nessa terça-feira, colocando-se contra a votação dos projetos. Em Porto Alegre, por exemplo, a manifestação iniciou às 5h da manhã, quando um grupo se reuniu no setor de embarque do Aeroporto Salgado Filho, para pressionar os deputados gaúchos que costumam viajar à capital federal nas terças-feiras.
Em Livramento, o protesto teve saída da rua Uruguai. O movimento realizado ontem foi diferente, em fila indiana, dando uma melhor óptica de quantas pessoas estavam nas ruas de Livramento.
Em frente à sede do Executivo Municipal, o Palácio Moysés Vianna, os manifestantes pediram apoio aos funcionários públicos municipais – que foram até a porta principal do palácio e apoiaram a greve – e essa solicitação também foi feita aos funcionários de instituições privadas. Principalmente nos comércios da rua Rivadávia Correa onde muitos saíram à frente dos prédios para aplaudir aqueles que ali se manifestavam.

Motivação
do protesto

Com palavras de ordem como “fora Sartori” e “fora Temer”, o trajeto durou mais de uma hora. “Fizemos uma movimentação brilhante, belíssima pois são vários sindicatos aqui representados. Fizemos coro com todo o resto do país, que em todos os cantos do território Brasileiro foram às ruas se manifestar. Cada dia, cada movimento, fica mais claro que a previdência é superavitária. Passamos 35 anos contribuindo mês a mês e agora os malandros querem dizer que o dinheiro sumiu e que não vai dar para receber por aquilo que contribuimos. A reforma da previdência não atende os direitos dos trabalhadores, mas sim dos estrangeiros que querem privatizar a saúde e a previdência”, disse um dos organizadores ligados ao 23º Núcleo do Cpers/Sindicato, professor Juca Sampaio. E continuou. “Estamos com uma certeza, que esse mundo insano e apodrecido está grávido de um mundo melhor que vai ter espaço, economia, inclusive, para todos. Vamos ter justiça social e responsabilidade ambiental”, afirmou Juca destacando sobre a greve dos professores no Estado . “São 90 dias de resistência, e o Sartori quer municipalizar o ensino fundamental, Será o caos pedagógico, no processo de ensino e aprendizagem. Ele quer desmanchar a Previdência do Estado. Queremos o salário integral. O Governo faz que negocia”,complementou.
Sobre o dia de mobilização, a diretora geral do 23º Núcleo do Cpers, Adriana de Leon, falou sobre coisas que o Governo não fala, ao informar para a população a importância de aprovar a Reforma.“Parece que a reforma não é tão prejudicial assim, mas quando ele fala que reduz a idade mínima para o trabalhador, ele não fala que reduzir a idade mínima é se aposentar proporcional com 70% do teu salário. Nós sabemos que não tem necessidade dessa reforma, mas como sempre a corda estoura no lado mais fraco”.

Por: Rodrigo Evaldt - rodrigo@jornalaplateia. - 06/12/2017 às 0:00

 

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