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Rural

Charque Pampeano e a força da agroindústria Família

Empresa produz ,hoje, cerca de 3 mil quilos por mês e a expectativa é aumentar, em breve,sua capacidade de produção

A poucos metros da planta do antigo Frigorífico São Paulo, na Rua Egídio Michaelsen está localizada a sede da empresa familiar Pampeano Alimentos que hoje tem colocado no mercado local cerca de 3 mil kilos de charque abastecendo pequenos comércios, mercearias e açougues.
Francisco Braz de Almeida, 54 anos, é o proprietário da empresa e diz que apesar das dificuldades enfrentadas dia após dia e os desafios que precisam ser superados, ele não se vê trabalhando em outro ramo além da produção de alimentos. A empresa começou suas primeiras atividades no ano de 2002 produzindo pequenas quantidades, mas foi em 2008 que a atividade passou a ser a principal fonte de renda da família. Já em 2009, Francisco comenta que registrou a sua atividade como agroindústria e, de lá para cá, tem se mantido no mercado que é bastante concorrido no município.
O empresário explica que hoje a Pampeano Alimentos está produzindo charque em grande escala e linguiça em pequenas quantidades. “O nosso foco aqui é abastecer o pequeno mercado, as mercearias de bairros, armazéns e açougues. Mas, mesmo assim existem dois mercados de grande porte que já estão comercializando os nossos produtos”, disse. Segundo Francisco, o trabalho de produzir charque precisa respeitar uma série de exigências sanitárias que precisam ser cumpridas à risca passando por instalações adequadas à refrigeração, embalagens e manuseio com as carnes e todos os cuidados que são exigidos por lei.
“A carne chega aqui na temperatura mínima de 7º graus e depois ela é colocada na câmara fria onde permanece até o início do processo. Na sequência a gente vai “desmantando” a carne como se chama com o sistema de mantas de três centímetros e daí o próximo passo é curtir e em seguida ele vai para a secagem. Este processo todo demora mais ou menos 72 horas” destacou.
A empresa, hoje, conta com 4 funcionários, sendo um deles o filho de Francisco. Oempresário comenta que, além de gerar emprego e renda no bairro, muitas pessoas que estavam em busca de uma oportunidade de trabalho tiveram a chance de aprender sobre a produção de alimentos. “Aqui nós temos um ditado, na Pampeano Alimentos o charque se faz em família e segurança alimentar é a nossa meta. A nossa produção é 100% nunca tivemos nenhum problema com o produto que a gente coloca no mercado” destacou.
Sobre os desafios da profissão Francisco diz que na sua opinião a legislação acaba impendindo a abertura de novas pequenas empresas, principalmente, pelo capital pois alguns dos itens exigidos são bastantes onerosos. “Mesmo assim o meu cliente é bastante fidelizado, já estou há bastante tempo no mercado, há quase 10 anos e a principal diferencia é a qualidade do produto e o tratamento com as pessoas. Pode passar o tempo que for, que nós vamos continuar entregando o nosso produto com a mesma qualidade” disse o empresário.
Francisco é mais um santanense que ama a sua a terra e apesar das dificuldades segue acreditando em dias melhores. “Tive oportunidade de ir embora, mas eu não me vejo fora de Livramento, ele tem os seus problemas, mas não existe lugar melhor para se viver. A única coisa que falta é que venha um polo que traga desenvolvimento para o meu município” encerrou.

Por: Matias Moura - matiasdmoura@jornalaplateia.com - 25/11/2017 às 0:00

 

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