PUBLICIDADE

Editorial

Humildade é a palavra

Nesta semana, a comunidade da Fronteira da Paz assistiu a homenagem feita para o político uruguaio José Mujica e como em outras ocasiões, o que encantou e chamou a atenção foi a sua postura simples e humilde, elemento presente em um homem detentor de um verdadeiro saber. “De nada vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”, diz um versículo bíblico e muito além das interpretações teológicas e religiosas, ele traz uma reflexão: dinheiro e riqueza não se levam num caixão.
Alguns mestres, doutores, professores e políticos em todo o mundo acreditam que seus títulos e conquistas são razão para um vocativo de tratamento diferente e fazem do “saber” uma espécie de “degrau flutuante” para estar acima de outras pessoas. Humildade é a palavra e vale lembrar que desde o menor até o maior, todos fazem parte de uma única engrenagem. Vale lembrar que até analfabetos nos ensinam grandes lições. Há quem ponha no terno e na gravata uma régua de distância e diferenciação; alguns levarão este pensamento até o leito de morte, enquanto que outros tomarão consciência do seu discurso e postura jactante e verão que “destaques, medalhas e honrarias” são simplesmente metais e papéis.
Quem realmente se importa em fazer o bem não deveria se preocupar em “contar aos quatro ventos” os seus feitos. Fazer para aparecer é interesse camuflado. Os verdadeiros atos de amor e ajuda ao próximo conquistam seu reconhecimento naturalmente. Quem se preocupa com os destaques de revistas, jornais, TV e mídias, com o tempo de entrevista, tamanho de foto e minutos de TV deveria se perguntar sobre o real interesse do seu trabalho.
O Mujica foi muito feliz em seu discurso e colocou a família e os amigos como principais prêmios de um homem verdadeiramente pleno pelo seu trabalho. As medalhas virão e qual será o seu discurso?

Por: - 23/11/2017 às 0:00

 

Deixe seu comentário