Polícia

A Civil em greve pela segunda vez consecutiva

Governo do Estado do RS teria dito que pagamento acontece até fim da quinzena

Já é o 23º mês consecutivo que os servidores da Polícia Civil deixam de receber os salários em dia. Já é o segundo mês seguido de paralisação.
Os servidores da Polícia Civil pararam pela segunda vez, fazendo seus trabalhos em ritmo lento. Apenas ocorrências graves, por exemplo, estão sendo registradas na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). A orientação da Ugeirm/Sindicato, que representa os escrivães, inspetores e investigadores de Polícia, é que as delegacias de pronto atendimento e plantões só atendam flagrantes e casos graves, como latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes, idosos e a Lei Maria da Penha; além disso, devem ser lavrados os registros dos furtos de veículo.
“As ocorrências não deixaram de ser registradas; o que acontece é que somente registramos ocorrências graves. Atendimentos de urgência e emergência estão mantidos, o que representa a manutenção de 30% de efetivo em cada órgão da Polícia Civil, quando houver a necessidade de atuação. O objetivo é garantir a prestação de serviços indispensáveis, embora a Ugeirm recomende que as viaturas não circulem durante a greve”, afirma Roberto Farias, comissário de polícia e líder sindical da Ugeirm.
A categoria resolveu pela greve após decisão em assembleia geral no dia 1º de novembro. “Não tínhamos a intenção de fazer a greve, a que entendemos como último instrumento pedindo socorro ao Governo do Estado para que atendam a nossa reivindicação, que é a de receber o salário em dia”, informa Farias.
A greve vai até a integralização total dos salários, o que segundo o Governo do Estado do Rio Grande do Sul acontecerá até dia 14 de novembro.
“A situação é que no dia 6, a Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul entrou em greve mais uma vez. Pelo segundo mês consecutivo entramos em greve em função do atraso de salário em nossa categoria. Entendemos da necessidade de deflagrar esta nova greve, sendo que já é o 23º mês consecutivo que deixamos de receber o salário em dia. Esse salário que sempre recebemos e é norma constitucional receber até o último dia útil de cada mês. Durante o atual governo Sartori estamos recebendo praticamente e mensalmente os salários em atraso, o que acarreta uma série de complicações, de problemas, porque temos nossas obrigações”, destaca Roberto Farias.

Por: redacao@jornalaplateia.com - 08/11/2017 às 0:00

 

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