Editorial

A conta da injustiça

No final de semana algumas pessoas foram para as ruas pedir por justiça no caso de dois jovens atropelados. Um foi morto e outro segue internado em estado grave na Santa Casa. O caso foi mais um de imprudência no trânsito que ceifou tão cedo a vida de um santanense e pode ser tornar mais um caso de impunidade e injustiça.
Familiares e amigos de Isaac pediram justiça e depois de uma longa caminhada pelo centro eles chamaram a atenção de motoristas que cruzavam pela BR 158. Em termos absolutos, o Brasil é 4º país do mundo com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás somente da China, Índia e Nigéria.
O Brasil somente deixará de ser um país pobre, ignorante, corrupto e violento (também no trânsito) quando suas instituições essenciais (Estado/democracia, sistema capitalista, império da lei e do devido processo e a sociedade civil) deixarem de seguir a lógica do capitalismo selvagem, extrativista e concentrador, para se alinhar aos países do capitalismo evoluído. Ao passo que o Estado extrai do cidadão milhões por ano em impostos ele deveria devolver em educação, segurança e saúde, mas isto não acontece no país, ao contrário, a cada ano, o brasileiro paga mais tributo e vê seu dinheiro cair em bolsos de criminosos políticos.
A justiça falha e parcial se revela em brechas para os “bons advogados” e criminosos acabam sendo libertados, mesmo depois de cometerem crimes como foi a morte de Issac. Ao povo resta o grito e a angústia de esperar. Ao final, a conta da injustiça também é creditada na vida do próprio cidadão.

Por: - 07/11/2017 às 0:00

 

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