Jornal A Plateia - Livramento/RS. Notícia - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC):

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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC):

Silenciosamente roubando o seu fôlego

A DPOC costuma afligir pessoas após os 40 anos de idade. O principal sintoma da doença é falta de ar. Pode se apresentar como cansaço ou dificuldade para realizar as atividades do dia a dia. É pouco diagnosticada; a maioria dos portadores não sabe que têm a doença. Em um levantamento realizado em diversas cidades da América Latina entre os adultos com mais de 40 anos mostrou que 11 a 27% são portadores de DPOC, no entanto, menos de 1% conheciam a doença e poucos faziam algum tipo de tratamento.

O que é?

Imagine uma doença que acelera o envelhecimento. Semanas passam com efeito de meses, o corpo envelhecendo anos em apenas alguns meses. No início seria difícil de notar. Uns poucos cabelos brancos, pele enrugada. Mas em algum tempo se acabaria o vigor da juventude. Existe uma doença que causa o envelhecimento precoce dos pulmões: a DPOC. Ataca as vias respiratórias causando uma perda acelerada da função pulmonar. Um rápido envelhecimento das vias respiratórias.
Os brônquios são estruturas que levam o ar por dentro do pulmão até os alvéolos. São como canos onde o ar entra e sai a cada respiração. Nos alvéolos ocorre a passagem de oxigênio para o sangue. Para que o pulmão funcione bem, os brônquios devem estar limpos e abertos, enquanto os alvéolos devem estar íntegros.
DPOC se apresenta como a bronquite crônica e enfisema. Ocorre dano aos brônquios, tornando-os inflamados, estreitos e cheios de secreção. Os alvéolos também podem ser prejudicados. São destruídos formando bolhas no pulmão, o enfisema.

O que causa a doença?

Na maioria das vezes é consequência de anos de uso do cigarro, mas outras exposições, como forno a lenha ou gases tóxicos no ambiente do trabalho, também podem causar essa morbidade. Existe, também, predisposição genética. A mais comum é a deficiência de uma enzima que protege o pulmão contra a inflamação do cigarro, a Alfa1-Antitripsina. Pessoas com essa deficiência desenvolvem enfisema precocemente mesmo fumando pouco ou sem fumar. Exposições durante o início da vida também aumentam o risco para desenvolver DPOC. Asmáticos, pessoas que nasceram prematuras, quem teve muitas infecções respiratórias na infância ou quem conviveu com pais fumantes dentro de casa têm chance maior de ter DPOC, mesmo fumando pouco.

Diagnóstico e tratamento:

É muito importante prestar atenção nos sintomas. Muitos pacientes têm falta de ar e tosse, mas acham que essa condição é normal, devido ao cigarro ou a idade. O diagnóstico da DPOC é muito simples. Um exame chamado ESPIROMETRIA que é a medida de como está a função do pulmão deve ser solicitado. Este exame dura entre 20 e 30 minutos e é muito seguro. Todos os fumantes com mais de 40 anos e sintomas respiratórios como falta de ar ou tosse devem fazer uma espirometria.Com o resultado da espirometria é possível determinar se os sintomas são causados pela DPOC.
Em relação ao tratamento, o mais importante é parar de fumar. Novas medicações inalatórias conseguem melhorar a capacidade de realizar as atividades físicas, diminuem a falta de ar. Existem também opções de medicamentos para estabilizar a doença e diminuir o risco de crises ou exacerbações. Com o envelhecimento pulmonar e o cansaço constante, é comum a quem tem DPOC evitar a atividade física e levar uma vida sedentária. Isso aumenta a intolerância aos esforços e piora ainda mais a qualidade de vida. Uma das recomendações mais importantes é a realização de atividade física frequente. Ao menos 30 minutos de atividade 3 a 5 dias por semana.
Se a DPOC está roubando seu fôlego, converse com seu médico. O diagnóstico de DPOC é simples e existem recursos para trazer o fôlego de volta.

FONTE: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

Uma Dica de:
Bruno Conde Rodrigues – Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória. CREFITO 5º R 96.803
Telefones: 3241 3921 – 98127 6593
Rua: 13 de Maio, nº 531.

Por: - 03/10/2017 às 10:40

 

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