Jornal A Plateia - Livramento/RS. Notícia - Dia para refletir e se manifestar

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Dia para refletir e se manifestar

Em greve geral por tempo indeterminado, professores fazem protesto no desfile de 7 de Setembro

A quinta-feira (07 de setembro) foi de protesto em todo o Rio Grande do Sul. Alunos e professores das escolas estaduais foram ao Desfile Cívico-Militar da Independência vestidos de preto demonstrando sinal de luto pela educação. A motivação dos manifestantes é, entre vário motivos, pelo parcelamento do salário dos servidores que chega ao 22º mês desde que o governador José Ivo Sartori (PMDB) assumiu a sede do Executivo.

Além das instituições estaduais, o 23º Núcleo do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) estiveram presentes no desfile. Eles não constavam na ordem divulgada pela Secretaria da Educação, mas, mesmo assim não deixaram de passar pela rua dos Andradas. A manifestação teve apoio dos pais dos estudantes que, segundo o Sindicato, sentem que não é justo trabalhar e não ter um salário para receber. Sobre o desfile, a direção do CPERS disse que jamais os professores optariam por não participar. “A comunidade escolar se prepara o ano inteiro para esse dia do desfile e por isso aproveitaram para fazer o protesto”, disse Adriana de Leon em entrevista.
O CPERS/Sindicato confirmou ainda na terça-feira (05), depois de uma assembleia geral, em Porto Alegre, que iniciaria uma greve por tempo indeterminado. A diretora geral do Núcleo, Adriana de Leon explicou, nesta sexta-feira (08) a motivação do protesto. “Em razão de todos aos ataques que o governo vem fazendo ao funcionalismo público em geral e aos professores mais especificamente. É uma humilhação a gente chegar no banco e ter 350 reais com qual a gente paga somente os juros dos empréstimos” disse. E continuou. “O funcionalismo não é o culpado pela crise do estado. A gente vê todos os dias eles dando as isenções para as grandes empresas, então quer dizer que o Estado abre mão de arrecadar os impostos e culpa disso é do funcionalismo?!”, questionou.
O Sindicato confirmou que, enquanto o Governo não deixar de ver o funcionalismo como um investimento e colocar o funcionalismo como despesa na sua conta, o que haverá são escolas da pior qualidade. “O colega não vai fazer o seu melhor trabalho, sabendo que vai chegar em casa e não ter dinheiro para pagar as suas contas”, comentou Adriana.
Durante a semana os servidores do Estado estiveram na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) registrando os boletins de ocorrência e colocando como respaldo que não tem mais dinheiro para comprar passagem de ônibus ou abastecer os seus veículo, sendo esse um motivo para a greve. Na pauta de reivindicações está também a reposição inflacionária que, segundo o CPERS, não acontece há 03 anos. “Para que a greve termine é necessário abrir uma mesa de negociação com o Governo do Estado. O Executivo precisa integralizar os nossos salários e firmar um compromisso de que não vai mais fazer pagamento parcelado e eles nos apontar uma saída para a reposição salarial”, disse Adriana.
Em Livramento todas as escolas têm algum tipo de paralisação, até porque não são todos os professores que aderiram a greve. De acordo com o Sindicato, as escolas General Neto, Liberato Salzano Vieira da Cunha, Dr. Élbio e Hector Acosta estão com 95% dos serviços paralisados. As escolas Silvio Ribeiro (Caic) e Moysés Vianna tem 85% de paralisação.
Também há as escolas que estão com aulas parciais que é o caso da Professor Chaves; Cyrino Luiz de Azevedo; Carlos Vidal (Ciep); Nossa Senhora do Livramento; Alceu Wamosy; Pinto da Rocha; Vitélio Gazapina (Polivalente); e Olavo Bilac.
Nesta segunda-feira (11) está marcado para acontecer plenária com todos os professores (local a ser definido) para que o Sindicato discuta com os professores sobre todas essas questões. Na terça acontece, em Porto Alegre um ato público na Praça da Matriz.

Por: Rodrigo Evaldt - rodrigo@jornalaplateia.com - 09/09/2017 às 10:55

 

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