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Visibilidade, integração e respeito: um tripé do novo Comandante do CRPO-FO

Tenente Coronel José Nilo Corrêa Alves assumiu o Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Fronteira Oeste (CRPO-FO), na quarta-feira, em solenidade na Brigada Militar de Sant’Ana do Livramento. Nessa sexta-feira, o Ten. Cel. Nilo concedeu entrevista ao Jornal A Plateia, na qual fez suas primeiras manifestações como novo Comandante do CRPO-FO

A Plateia: Qual o tamanho deste desafio que o aguarda?

Tenente Coronel Nilo: “Dentro da carreira é o desafio mais importante que já se apresentou até o momento. Estamos assumindo um Comando importante da Brigada, que responde por 23% da área do Estado. Sabemos das dificuldades que a Fronteira também impõe e grandes áreas rurais, com relação principalmente ao abigeato e crimes voltados para essas localidades. Então, entendemos como um grande desafio e estamos prontos, a partir da experiência que adquirimos na carreira, a desempenhar da melhor forma”.

AP: O fato de ser ligado a Sant’Ana do Livramento, diferente do Cel. Goulart que teve sua primeira experiência de fronteira aqui, pode facilitar seu trabalho?

Ten. Cel. Nilo: “Acredito que sim. Temos uma rede de conhecimento na região, que vamos aproveitar com certeza. Como colocaste, sou natural de Sant’Ana do Livramento, então quando surgiu a oportunidade abraçamos com alegria e acreditamos que iremos ser felizes aqui. Estamos trazendo a família para cá e pretendemos fazer parte da comunidade”.

AP: Há alguma área em específico que o senhor pode focar mais? Temos a Patrulha Rural, por exemplo, que está sempre em evidência, assim como uma vasta região de interior. Onde entra a própria Patrulha Rural em seu trabalho?

Ten. Cel. Nilo: “Trabalhamos com tipos criminais que preocupam mais a comunidade. O principal deles é o homicídio, quando a vida é atingida; então temos a obrigação de tentar diminuir esses índices e preveni-los. Os roubos, em geral, também nos preocupam, porque a partir do atentado contra o patrimônio também pode resultar em crime contra a vida, o latrocínio, então também é um tipo criminal que vamos mapear, estudar junto aos comandantes de unidade e também reprimir. A questão dos crimes nas áreas rurais são importantes e prioridades para nós, assim vamos estabelecer estratégias, vamos nos inteirar do que já está sendo realizado. Temos conhecimento das Patrulhas Rurais, da validade dessa estratégia e vamos tentar intensificar a partir da busca de meios para isso”.

AP: O que a comunidade santanense, da Fronteira e da área de abrangência do CRPO-FO pode esperar do Comandante Nilo?

Ten. Cel. Nilo: “Esforço, dedicação. Sabemos que hoje o Estado atravessa uma crise importante, talvez a maior de sua história e isso vem afetando também o funcionalismo público. Como Comandante de um efetivo responsável pela manutenção da ordem nessa região, vamos tentar fazer com que as coisas funcionem da melhor forma possível, motivando o público interno cada vez mais e também visualizando sempre as demandas da comunidade. Estamos permanente abertos a receber aqui entidades ou pessoas que, por ventura, pensem que tenham com o que colaborar com nosso trabalho. Pretendemos trocar informações sempre que possível e trabalhamos em um tripé, ou seja, com três prioridades. A primeira é a visibilidade do policiamento: entendemos que a comunidade só vai se sentir mais segura a partir do momento em que visualizar a presença do policial. A integração com os outros órgãos relacionados às áreas de segurança é importante em nosso entender, tanto a Polícia Civil, quanto a Polícia Federal, todos os órgãos que fazem parte do sistema e atuam na região, assim como a sociedade civil organizada e seus poderes constituídos, o executivo, o legislativo e o judiciário. Vamos tentar fazer com que isso aconteça de forma natural, porque a integração é importante. Assim como também com nossos irmãos uruguaios e argentinos que também labutam nesta área da segurança. No terceiro momento, o respeito que devemos ter e iremos passar ao efetivo para que entendam isso, que é respeito com a comunidade. Somos prestadores de serviço, funcionários públicos que devemos obrigações à comunidade e respostas a ela. O efetivo vai estar sendo orientado sempre nesse sentido”.

AP: Projetando o futuro, que legado o senhor espera um dia deixar no CRPO-FO?

Ten. Cel. Nilo: “Vamos nos inteirar do que está acontecendo. O Coronel Cavalli antecedeu ao Coronel Goulart, o Coronel Goulart teve um ano de trabalho aqui e sabemos do quão bem feito foi realizado esse trabalho e vamos dar continuidade. O legado que vamos deixar é baseado no esforço e na dedicação, como falei, e sempre procurando atender às demandas da comunidade. O principal objetivo do Comando tem de ser sempre representar bem a instituição. Isso pretendemos fazer com nosso esforço”.

AP: Que mensagem o senhor deixa à comunidade local?

Ten. Cel. Nilo: “Que acreditem no trabalho das polícias, tanto da Militar quanto da Civil, no sistema como um todo. Sabemos das dificuldades do Estado, sabemos das carências efetivas em todas as organizações, mas a comunidade tem de acreditar no trabalho que está sendo realizado, com esforço, com dedicação e com o máximo de preocupação. As pessoas têm de registrarem as ocorrências, tem de buscarem o aparato policial quando as ocorrências acontecerem, e não simplesmente entenderem que não vai adiantar nada, porque daí não poderemos trabalhar sobre as estatísticas, que são nossa principal ferramenta. Precisamos saber o que está acontecendo, onde e em qual horário para podermos empregar os recursos disponíveis da melhor forma possível”.

Por: redacao@jornalaplateia.com - 09/09/2017 às 9:38

 

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