Elis Regina Cartaxo

“Só podia ser nordestino”

Este foi o comentário de certo senhor ao avaliar um restaurante cearense este mês. A comida e o atendimento não agradou, então, além de expressar o que lhe é de direito, o homem resolveu cometer um crime federal, segundo a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Para o comentário o Restaurante respondeu com o mais alto nível da poesia do mestre Patativa do Assaré, bom, eu digo o mesmo:
“Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.”
  Patativa do Assaré

Por: elisregina@jornalaplateia.com - 30/08/2017 às 9:44

 

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