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Se Comte estivesse aqui

Augusto Comte (1798-1857) é referência da escola positivista, corrente filosófica surgida no começo do século 19, na França. Santana do Livramento vibra com notícias positivas. Comte estaria feliz hoje se estivesse ontem, por exemplo, junto a lideranças locais como o prefeiro Ico e a vice-prefeita Mari Machado no Complexo Turístico Amsterland.

Nascido em Montpellier, na França, Augusto Comte e seu positivismo propunham em sua complexa teoria que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Duvidoso. E a experiência única e transcendental que qualquer pessoa pode ter em sua existência sem a necessária comprovação científica? Como ignorar os inúmeros relatos que estão além da ciência? Revelações que, por outro lado, poderiam indicar o próprio âmago da ciência, na medida em que cada um de nós pode comprovar o vivido com base no sensível, no que foi sentido em sua própria pele, como um laboratório particular, específico e ambulante de sua experiência.

O fato é que Augusto Comte estaria radiante se visse o que o Prefeito viu ontem no Amsterland. Vimos o desenvolvimento, a emergência de um novo tempo. A luz, no horizonte daquela Livramento sempre criticada e mal-amada, existe.

Vejamos: no dia 7 de julho, sexta-feira da semana passada, comitiva seguiu pelo interior do município, desbravando estradas rurais em expedição que possibilitou o reconhecimento de uma triste realidade que assola produtores rurais. Santana tem o maior rebanho de ovinos, logo temos destaque e importância no cenário da pecuária em âmbito nacional, por que não internacional. E nem se fala na agricultura: o arroz, a soja, as uvas, as oliveiras. Temos uma produção agropecuária pujante.

Muita ciência, com estudos e pesquisas para refinamento da produção e elevação da qualidade das culturas produzidas no município. Comte vibraria!

Mesmo que Comte se detivesse na questão científica, ele também se sentiria feliz como todos os santanenses estamos quando sabemos do pagamento de quitação significativa dos salários de maio de funcionários da Santa Casa de Misericórdia.

Realidade dura, verdade. Ninguém deseja passar por isso. Ainda se está pagando maio, mas e se não houvesse o pagamento? Paralisação? Greve? O que poderia acontecer? Não sabemos. Mas há uma luz no horizonte.

Amsterland exibe sua água termal, as estradas rurais recebem atenção especial e a Santa Casa respira um pouco melhor nesta quinta-feira.

Por: - 13/07/2017 às 10:21

 

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