Editorial

Paixão pelo Rio Grande

Hoje está de aniversário um santanense ilustre. O nome dele é João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, mais conhecido por seu sobrenome, Paixão Côrtes. São 90 anos de amor pelo Rio Grande do Sul, décadas de luta pelo tradicionalismo, de defesa da cultura gaúcha. Paixão Côrtes não apenas difundiu as tradições de nossos pagos, como as leva à risca em sua exitosa jornada.

O nome de Santana do Livramento se expandiu pelo mundo, haja vista a diversidade de centros de tradições gaúchas espalhados pelo planeta Terra. Por meio do tradicionalismo, Paixão Côrtes fez propaganda de suas origens, criado como foi com a vivência mais acentuada do gauchismo, que não tinha a “concorrência” desse mundo moderno, cheio das tecnologias.

Uma das lutas de Paixão Côrtes foi a de transformar a vergonha em orgulho, de, no bom sentido, “ostentar” a figura do gaúcho. Se ser rude ou até mesmo “guasca” poderia ser motivo de chacota, Paixão Côrtes tratou de mostrar que, pelo contrário, ser gaúcho, cultuar determinados hábitos e tradições é ser protagonista de toda uma cultura em sua singularidade.

Mesmo quem não é chegado ou cultua as tradições gaúchas precisa reconhecer a importância de pessoas como a de João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, um apaixonado por sua gente, por seu povo, por sua terra. Paixão Côrtes fez e ainda faz a diferença. Paixão Côrtes é protagonista de toda uma cultura, que mostra, principalmente no interior do Estado, sua pujânça e sua exuberância.

As  homenagens  a Paixão  Côrtes são mais que justas, independentemente se ele é unanimidade ou não.  E apostamos que se não é, está batendo, no mínimo, na trave. Não é questão de concordar com as formas de expressão das tradições gaúchas. Não é questão de dizer se isso é bonito ou feio. É algo de uma natureza mais profunda, que vai além do óbvio.

O papel histórico desse santanense que completa 90 anos hoje é monumental. É como aquele jogador que leva o time inteiro “nas costas”, que faz a diferença. Paixão Côrtes é referência no passado, no presente e será no futuro, para sempre. O que fez transcende ao tempo.

Aquele estereótipo de “vira-lata” do brasileiro, que lá, no passado, em determinado momento poderia ser aplicado ao gaúcho interiorano, rude, grosso e guasca, foi superado. Ser gaúcho é ter pedigree, é ter “grife”, é andar meio de lado, alongar a pronúncia do “tchê”, sair com um “bah” de vez em quando, caprichar no “leitE quentE”.

Tudo graças a cidadãos do mundo como Paixão Côrtes, que do interior expandiram a cultura de um povo além de seus rincões.

Por: Administrador - 12/07/2017 às 10:51

 

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