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Editorial

Mudança de Hábito

Mudanças, muitas vezes, são dolorosas. E, de certa forma, se pararmos para pensar, mudanças são as fases mais difíceis para os seres humanos. Imagine você, se tiver que mudar de uma hora para outra e sem aviso o seu local de trabalho, a sua rotina, os seus hábitos. De alguma forma você pode não gostar. Seja no horário, caso você tenha que acordar mais cedo, ou até mesmo no trânsito, mudança sempre pode gerar inquietação.
Na edição de hoje, o jornal A Plateia está apresentando na páginas 4 e 5 uma matéria que informa modificações no trânsito. Uma parada de ônibus que se mudará para outro lugar, saindo da Avenida Tamandaré para a Rua Conde de Porto Alegre, e isso, para muitos, é um grande problema, para outros, é apenas resistência à mudança.
O ato de resistir às mudanças, muitas vezes, pode ser sinal de que você não está saindo da “caixinha”, da sua vida, e refletindo que essa mudança pode ser útil para um bem maior. Não é porque é ruim para uma dezena de pessoas, que será ruim para o todo. Afinal, tomando como exemplo o caso da mudança do ponto de ônibus, quanto congestionamento os motoristas enfrentam ao fim de tarde na esquina da Conde de Porto Alegre com a Tamandaré?! Você pensou nisso?
É preciso refletir e pensar, literalmente, no coletivo. Dia a dia, naquela esquina, o número de carros que passam por lá é inimaginável para uma cidade de interior; as vagas de estacionamento que podem significar o crescimento do comércio no espaço se tornaram poucas. Então, problematizar uma mudança de ponto de ônibus em uma única quadra não significa um problema tão grande assim, afinal, quem está ganhando é o Coletivo.

Por: - 06/06/2017 às 10:07

 

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