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Editorial

Não se podia falar de outra coisa

A agressão nunca é a melhor opção. É inevitável falar no fato que tomou conta das redes sociais ontem e que aconteceu na Câmara de Vereadores. Uma agressão física envolvendo um gabinete e um servidor e como vítima um cidadão no exercício do seu trabalho. Numa tentativa de entrevista, pelo que se sabe, um profissional acabou insistindo com o seu entrevistado e recebeu um soco no rosto (é o que se vê no vídeo).
Não se questiona direitos ou a quem cabe um pedido de desculpas, mas é bem verdade que o caso chamou a atenção por acontecer dentro da Casa do Povo, no momento em que não se via nenhuma situação para agressão gratuita. A vítima, pessoa conhecida na cidade e questionadora, muitas vezes levantando debates por meio de suas redes sociais, é alvo de amizades e inimizades por  suas posturas firmes, voláteis e inusitadas, mas nenhuma palavra justifica atos de agressão como o que se viu na manhã de ontem. Fosse quem fosse, pessoa pública, servidor ou profissional, o respeito deve ser a palavra de ordem.
Uma agressão representa desespero, ausência de palavras  e  descontrole. Justamente no ambiente onde se espera respeito, transparência e portas abertas para a comunidade se viu um ato de, no mínimo, extrema impaciência. Embora este seja um caso isolado, é preciso dar atenção para o que o contexto representa. Não se espera jamais que um profissional diga NÃO com um soco no rosto de quem quer que seja. É mais natural uma porta  fechada na cara, um NÃO expresso ou mesmo o silêncio seria suficiente. Não se pode querer barrar a imprensa ou comunidade com um gesto tão rude de agressão. A paz e o diálogo devem reinar numa democracia e mesmo que não haja interesse em manifestar-se, existem maneiras muito mais educadas para esquivar-se de um pedido insistente de qualquer meio de comunicação, comunidade, povo, sociedade ou eleitor.
A diplomacia, o diálogo e a conversa ainda continuam reproduzindo as melhores reações.

Por: - 18/05/2017 às 10:10

 

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