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Editorial

Morde e assopra

Um fato que chamou a atenção dos brasileiros nesta semana, foi a ação de um guarda na cidade de São Paulo que, retirando um morador de rua do seu sossego, o agrediu ao ponto de quebrar o seu pulso. O fato foi registrado por um estudante de jornalismo. Depois de prometer mundos e fundos e se desculpar, o prefeito da cidade de São Paulo prometeu ao morador de rua um esprego, para ele e sua esposa. O caso representa um verdadeiro morde e assopra.
Samir é paulistano e costumava morar no bairro do Limão. Ele foi para as ruas há seis meses, após perder o emprego e não conseguir mais pagar o aluguel. Esta não é a primeira vez que ele fica em situação de rua.
A truculência do policial lembra também um fato que chamou a atenção do calçadão da praia de Iracema em- Fortaleza, onde um policial agrediu uma melher com um tapa no rosto. Os casos de violência policial crescem e a comunidade se pergunta qual o limite entre autoridade e abuso.
O policial é um funcionário público e deve manter respeito como cidadão, que é o seu principal cliente. Uma comunidade que tem medo da sua polícia e de seus protetores vive sob um regime retrógado. É lamentável que casos como estes que tomaram as mídias nos últimos dias aconteçam, mas também é de se considerar que eles são exceção no Brasil. Casos assim chamam a atenção justamente por não serem comuns e mostram como a reação da população é rápida e a resposta do Poder Público também. Para o morador de rua desejamos melhoras e de fato um emprego que represente uma oportunidade de mudança de vida e para estes policiais desejamos mais humanidade e parcimônia.

Por: - 05/05/2017 às 9:54

 

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