Jornal A Plateia - Livramento/RS. Notícia - Adolescente é agredido por seguranças de casa noturna

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Adolescente é agredido por seguranças de casa noturna

Em contraponto, proprietário e advogado falam sobre o caso e registro de ocorrência

Na tarde deste domingo o homem de iniciais C.V.X.C., procurou a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para relatar que seu filho, menor de idade, teria sofrido diversas agressões por parte de seguranças de uma casa noturna localizada na Rua Antônio Fernandes da Cunha na esquina com a Conde de Porto Alegre. De acordo com o pai da vítima, seu filho estaria na calçada na frente da boate quando os seguranças agrediram um casal. Revoltados, um grupo de amigos do casal agredido teria passado a chutar as portas do estabelecimento e a quebrar os vidros. Segundo a ocorrência policial, neste momento cerca de oito seguranças armados com barras de ferro investiram contra o grupo. O adolescente teria  corrido a alcançado pelos seguranças a poucos metros do local na esquina do Campus da Unipampa, na Rua Conde de  Porto Alegre. As agressões contra o menor de idade teriam começado naquele local quando cerca de seis homens passaram a investir contra o mesmo. Logo após as agressões, o menor teria sido colocado na caçamba de uma camionete utilizada pelos seguranças e jogado posteriormente na calçada em frente à Delegacia. Segundo o relato do pai, os seguranças avisaram os policiais que o menor necessitava de auxílio médico. O adolescente resultou com cortes na cabeça onde precisou levar pelo menos três pontos e  com o rosto inchado. Na ocorrência, o menor disse que consegue identificar seus agressores.

Contraponto


O proprietário da casa noturna,  V.S., também procurou a delegacia de polícia para registrar ocorrência. No documento, o empresário diz que na madrugada de domingo, um indivíduo que estava no interior do local foi retirado, pois insistia em fumar descumprindo proibição existente. Após ser retirado, teve inicio uma confusão, pois o indivíduo começou a incitar outras pessoas que estavam do lado de fora da boate. Ainda de acordo com a ocorrência registrada pelo proprietário, boa parte das pessoas que estava na rua começou a apedrejar o local quebrando portas e janelas por cerca de 15 minutos. Segundo  V.S, as pessoas que estavam no interior da boate não conseguiam sair do estabelecimento em razão da grande quantidade de pedras que foram jogadas. Tão logo as pessoas conseguiram sair, boa parte dos responsáveis pelo  ataque com pedras empreendeu fuga do loca. Sobre as agressões sofridas pelo adolescente, o proprietário da boate diz que o jovem foi alcançado por pessoas que estavam na boate e por elas teria sido agredido. Embora não saiba dizer quem agrediu o jovem, o qual muito machucado foi levado até a DPPA. Na ocorrência registrada pelo proprietário do estabelecimento, ele relata que o jovem relatou que sua tia teria sido agredida dentro da boate então passaram ele, e outros, a jogar pedras contra o local vindo a atingir portas, janelas e até mesmo veículos que estavam estacionados nas proximidades. Foi então acionada uma ambulância do SAMU e o jovem conduzido até o hospital onde permaneceu internado em observação. O proprietário da boate relatou em ocorrência que deseja representar criminalmente contra o jovem que foi cientificado da necessidade comparecer no próximo dia  30 de maio no cartório da delegacia a fim de ser informado sobre hora e data da audiência. Segundo o advogado do proprietário da boate, Nei Marmontel, a ação provocou danos significativos ao patrimônio e colocou em risco um significativo número de pessoas que estavam no local no momento e nada tinham a ver com os fatos. De acordo com ele, há interesse em que seja movida uma ação para que os danos causados pela depredação promovida no local sejam ressarcidos. Em entrevista ao jornal A Plateia, o proprietário da boate disse que no local há pelo menos vinte pessoas que trabalham e são beneficiadas der forma legal. “Mais de 20 pessoas trabalham ali em uma única noite. Não estamos ali para bater em ninguém, mas sim para trabalhar e divertir as pessoas”, disse V.S. Ainda sobre o  fato de o jovem ter sido jogado na calçada da delegacia pelos seguranças, o advogado Nei Marmontel disse que o fato não procede.

Por: Cleizer Maciel - 23/04/2017 às 21:32

 

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