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TESTE

Aposta segura

Para preservar a liderança entre os sedãs, Toyota Corolla apresenta “face-lift” e aprimora a segurança na linha 2018

As credenciais são inconfundíveis: lançado há 50 anos, é o automóvel mais vendido de todos os tempos, com mais de 44 milhões de unidades comercializadas em quase 150 países. Chegou como importado ao mercado brasileiro em 1992, na sua sétima geração. Em 1998, a oitava geração começou a ser fabricada na cidade paulista de Indaiatuba. Há alguns anos é o sedã médio mais vendido no Brasil, onde atualmente, em sua 11a geração, emplaca mais de 40% das vendas no segmento. De quebra, ajudou a Toyota a ser a única marca a ampliar suas vendas no Brasil em 2016 em relação a 2015. Um dos segredos do sucesso do Corolla é evoluir de forma gradual para não assustar seu público mais fiel, afeito ao tradicional conservadorismo estilístico do modelo e à notória confiabilidade de seu conjunto mecânico. Na linha 2018, a Toyota mais uma vez repete a fórmula. O sutil “facelift” nos faróis, grade e lanternas do sedã foi acompanhado de alguns aprimoramentos tecnológicos importantes, como adoção do controle de estabilidade e tração, assistente de subida e sete airbags. E a antiga série especial XRS, lançada em 2012, foi reeditada e se tornou uma versão esportiva, intermediária entre a XEi e a “top” Altis.
Lançado no Brasil há exatos três anos, o Corolla de décima-primeira geração mantém os mesmos motores herdados da décima geração. O motor 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex, de 144 cv e 18,6 kgfm, equipa a versão mais básica GLi, com câmbio manual de seis velocidades ou acoplado ao câmbio CVT que reproduz sete velocidades nos modos Drive e sequencial, por meio de trocas na alavanca de transmissão. Já o 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex de 154 cv e 20,7 kgfm move as versões XEi, XRS e Altis, sempre auxiliado pelo mesmo câmbio CVT, só que incrementado com a possibilidade de trocas de marchas manuais no modo sequencial, tanto na alavanca do câmbio quanto por meio de borboletas localizadas atrás do volante. Estas três versões do sedã possuem a tecla “Sport Mode” que altera o gerenciamento da transmissão e proporciona um comportamento dinâmico mais esportivo. Agora, o Corolla passa a estar disponível em seis versões: GLi 1.8L manual; GLi 1.8L e GLi 1.8L Upper com câmbio CVT; XEi, XRS e Altis, todas com motor 2.0 e CVT, com trocas de marchas sequenciais na alavanca ou nas borboletas atrás do volante.
As alterações na dianteira se concentraram nos faróis e grade, que foram discretamente reestilizados e estão mais afilados. O novo conjunto ótico dianteiro recebe faróis de halogênio nas versões GLi e XEi, e de leds, com nivelamento automático, nas versões XRS e Altis. As lanternas com luzes diurnas DRL estão disponíveis a partir da versão XEi, e todas contam com lanternas dianteiras com luz de posicionamento em leds. Os cantos do para-choque ganharam vincos aprofundados. Na traseira, as lanternas agora são de leds em toda a linha e ganharam nova disposição das luzes. Luzes traseira, de freio e de neblina estão na parte inferior e a barra cromada ficou mais fina. Luzes de ré e de seta agora têm um tom escurecido. A partir da versão XEi, o Corolla incorpora também a antena no estilo barbatana de tubarão e rodas de liga leve de 17” - GLi mantém o aro 16” anterior. Já a versão XRS agrega aerofólio traseiro, saias esportivas, ponteira do escapamento cromado e o emblema XRS na tampa do porta-malas.
Por dentro, outras inovações pontuais. As versões GLi Upper e XEi trazem acabamento em couro na cor cinza; a XRS, em couro exclusivo na cor preta; e a topo de linha Altis, na nova cor linho claro. Os difusores do ar-condicionado ganharam formato arredondado e, a partir da XEi, têm acabamento cromado. No Altis, o botão da alavanca do freio de estacionamento e as maçanetas das quatro portas também são cromados. Os painéis de instrumentos receberam alterações gráficas. Na versão GLi, a zona de informação é composta por um grande círculo central que indica a velocidade, ladeado por dois menores: conta-giros à esquerda, e indicador de combustível e temperatura à direita. Um display de cristal líquido, localizado abaixo do mostrador de velocidade, reúne as informações do computador de bordo. Os comandos do ar-condicionado são manuais e o sistema de som conta com conexão Bluetooth e entradas auxiliares. Já nas versões XEi, XRS e Altis, o painel de instrumentos traz dois grandes círculos: o esquerdo reúne o conta-giros e o termômetro do motor; o direito, o velocímetro e o indicador de combustível. No centro, uma tela de TFT de 4,2”, agora colorida, exibe diversas informações sobre a condução, em projeção tridimensional. Nessas versões, o sistema multimídia Toyota Play ganhou tela de LCD de 7” sensível ao toque. O ar-condicionado dual zone, de série na versão Altis, também é inédito na linha.
Mas as novidades mais expressivas da linha 2018 do Corolla não são visíveis. As principais têm a ver com segurança, caso da adoção - de série em toda a linha - de sistemas como controle de estabilidade e tração, assistente de subida e sete airbags - frontais, laterais, de cortina e de joelhos para o motorista. Para que o balanço entre conforto e estabilidade fosse mantido com as novas rodas aro 17”, os engenheiros da Toyota desenvolveram  nova calibração dos amortecedores dianteiros e traseiros e elevaram a suspensão em 5 mm. Com a alteração na suspensão, o software do módulo de controle da direção elétrica também foi recalibrado.
As boas vendas do Corolla no Brasil nunca foram baseadas em preços baixos - normalmente, os valores cobrados ficam ligeiramente acima dos principais concorrentes. Segundo a Toyota, é a confiabilidade da marca que ajuda a tornar a relação custo/benefício do sedã mais atraente. Na linha 2018, os preços do Corolla vão dos R$ 69.690 da básica GLi 1.8 manual aos R$ 114.990 da topo de linha Altis. A versão intermediária XEi - tradicionalmente a mais vendida - começa em R$ 99.990. E a “novata” XRS é oferecida por R$ 108.990 e está disponível apenas nas cores branco polar e preto eclipse.

Ficha técnica

Motor 1.8: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.798 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e duplo comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Automática do tipo CVT com sete relações pré-determinadas à frente e uma a ré nas versões Altis, XRE e XEI, ou manual de seis velocidades na versão GLi. Tração dianteira. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 154 cv no motor 2.0 e 144 cv no motor 1.8, ambos 100% abastecidos com etanol.
Torque máximo: 20,7 kgfm a 4.800 rpm no motor 2.0 e 18,6 kgfm a 4 mil rpm no motor 1.8, ambos abastecidos 100% com etanol.
Aceleração de 0 a 100 km/h: Não divulgado.
Velocidade máxima: Não divulgado.
Diâmetro e curso: Motor 2.0 - 80,5 mm X 97,6 mm. Taxa de compressão: 12,0:1. / Motor 1.8 - 80,5 mm X 88,3 mm. Taxa de compressão: 12,1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira com eixo de torção e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 215/50 R17 nas versões Altis, XRE e XEI, e 205/55 R16 na versão GLi.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD de série.
Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,62 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de joelho do motorista de série.
Peso: 1.340 kg nas versões com motor 2.0 e 1.295 kg nas versões com motor 1.8.
Capacidade do porta-malas: 470 litros.
Tanque de combustível: 60 litros.
Produção: Indaiatuba, São Paulo, Brasil.

 

Primeiras Impressões

Entre o discreto e o notável

São Paulo/SP - O trajeto escolhido pela Toyota para a apresentação do Corolla 2018 ligava o bairro de Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital paulista, ao Kartódromo Internacional Aldeia da Serra, em Barueri. A versão avaliada era uma intermediária XEi, que a Toyota imagina que continue a ser responsável por mais da metade das vendas. A cor, prata, também está entre as mais pedidas nas concessionárias.
Nas retas e bem asfaltadas da periferia da capital paulista, como era de se esperar, o Corolla reiterou o conforto e boa estabilidade habituais. Mas foi na sinuosa pista de corridas de kart de Barueri que foi possível dar algumas voltas rápidas para avaliar a eficiência da principal novidade da linha 2018 do médio da Toyota: a adoção de controles eletrônicos de estabilidade e de tração. E o resultado dessa avaliação foi bastante positivo. A suspensão com eixo de torção na traseira, que pode ser considerada um tanto anacrônica quando comparada às multibraços adotadas por alguns concorrentes, é eficientemente assessorada pelos sistemas eletrônicos adotados. Os novos pneus mais largos, 215/50 R17, também beneficiaram o aspecto dinâmico em trajetos sinuosos. O resultado é que o sedã se comporta de maneira exemplar nas curvas em alta, o que instiga um modo de direção mais esportivo. Algo que pouco combina com o aspecto ainda clássico do modelo, mesmo com o singelo “facelift”. Nas frenagens, mesmo sob chuva fina, o Corolla parou sempre de forma precisa, sem titubear.
O câmbio automático do tipo CVT com sete marchas simuladas, acionáveis manualmente através de borboletas no volante, dá ao motorista a oportunidade de extrair mais diversão do motor 2.0 flex. Os 154 cv de potência máxima e o torque de 20,3 kgfm se tornam mais facilmente acessíveis com a utilização do modo manual. Embora o Corolla continue a não ter pretensões esportivas, os controles eletrônicos de estabilidade e tração permitem - e até estimulam - o motorista a imprimir um estilo mais abusado ao volante. Mas o objetivo primordial continua a ser oferecer conforto e confiabilidade. Afinal, trata-se do novo “bom e velho” Corolla.

Por: LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA - AUTO PRESS - 27/03/2017 às 10:03

 

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