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MOTOMUNDO

Volta aos bons tempos

Triumph quer ampliar a participação de modelos clássicos com a Street Cup

A Triumph foca seu futuro no passado. A fabricante de motocicletas inglesa aposta alto nos modelos de visual clássico, que evocam a história de sucesso da marca, inclusive nas pistas, para crescer no mercado de luxo no Brasil – na verdade, modelos acima de 500 cc. No mercado global, 55% das vendas da marca, ou cerca de 40 mil unidades/ano, se concentram nos 10 modelos da gama Bonneville. No Brasil, o comportamento é bem diverso disso. O modelo que representa mais da metade das vendas é a bigtrail Tiger, enquanto apenas 25% das vendas, ou cerca de mil unidades anuais é da gama de clássicas. É bem verdade que no Brasil o número de modelos é bem menor. Há apenas a Bonneville T120/T120 Black, a Thruxton R e a Twin Street. O quarto modelo, que acaba de ser apresentado, é a Street Cup. A motocicleta segue um estilo Cafe Racer e é uma versão de visual mais esportivo da Street Twin, modelo de entrada da marca no país. Ainda para este ano, a Triumph promete os modelos Street Scrambler e Bonneville Bobber, baseados respectivamente na Twin Street e na Bonneville T120.
A Street Cup chega para ocupar um posto imediatamente acima da Twin Street na tabela da Triumph. Ela custa R$ 41.990 contra R$ 38.990 no modelo de entrada, na linha 2017. O preço do novo modelo fica mais alinhado com o de rivais como Ducati Scrambler e Harley-Davidson 883 Iron. O poder de atração do novo modelo inglês, no entanto, se concentra na estética. Toda a parte mecânica e de estrutura são os mesmos da Twin Street, mas vários outros elementos da Street Cup foram diretamente importados da Thruxton. No visual, o mais marcante é a rabeta arredondada que cobre a parte traseira do assento e cria a sensação de ser um modelo monoposto – as pedaleiras do garupa, no entanto, estão lá. O que também foi trazido do modelo maior foi o painel, com os dois relógios clássicos com conta-giros e velocímetro analógicos.
Na parte ergonômica, algumas alterações são notáveis. O guidão, embora inteiriço e preso à mesa – e não diretamente às bengalas telescópicas como na Thruxton –, tem um desenho em formato de ômega invertido que torna a posição de pilotagem mais baixa e agressiva. Essa postura é reforçada pelo aumento do comprimento do amortecedor traseiro – sem a ampliação do curso, que ficou em 120 mm. Com isso a traseira sobe, a altura do assento cresce de 75 para 78 cm e o corpo do piloto fica ainda mais inclinado à frente. Vários detalhes ainda ampliam a identidade entre a Thruxton e a Street Cup. Caso dos espelhos instalados na ponta do guidão e os telescópicos nus.
Já o propulsor é o bicilíndrico de exatos 900 cc, 55 cv de potência e 8,16 kgfm de torque usado na Street Twin, gerenciado por um câmbio de cinco marchas. Os freios, com ABS de série, são da Nissin com discos únicos e pinças de dois pistões atrás e na frente. Os amortecedores dianteiros e traseiros são da Kayaba e as rodas são em liga de alumínio. Assim como a Twin, a Street Cup tem controle de tração comutável com apenas um nível de intervenção.
A expectativa da Triumph em relação ao novo modelo é comedida. A marca quer que sejam vendidas pelo menos uma unidade a cada mês por cada uma das 16 concessionárias da marca, o que totalizaria cerca de 200 em um ano, os 20% do volume de clássica que a marca vende hoje. Mas o objetivo final é maior que isso. A ideia é que, com o reforço da linha clássica, a gama Bonneville atinja 40% das vendas e eleve o total de emplacamentos da marca das 3.823 unidades de 2016 para acima de 4.500 já em 2017.

Por: POR Eduardo Rocha AUTO PRESS - 20/03/2017 às 11:06

 

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